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Blog do Cidadão do Mundo - Arte e Cultura
 


Blues no Cidadão...



O GATO ESCALDADO conta com o baixista Rodolfo 'Captain Aguirre' Braga, que entre outras bandas que tocou, foi um dos fundadores da consagrada Joelho de Porco. A banda também conta com músicos competetentes com raízes no Rock, no R&B, no Soul e no próprio Blues.
http://gatoescaldadoband.blogspot.com/2008/03/biografia-musical-dos-musicos.html

A noite também trará a banda de AXADOS E PERDIDOS que foi campeã do BR-112 da Kiss FM e estão lançando o novo álbum 'Não Espere Cair do Céu'.
http://www.axadoseperdidos.com/


ESPAÇO CULTURAL CIDADÃO DO MUNDO

Rua Rio Grande do Sul,73
São Caetano do Sul
(atrás das Casas Bahia, a cinco minutos da estação ferroviária e da Av. Goiás)


Escrito por Marcelo Mendes às 16h50
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NHOCUNÉ SOUL LANÇANDO O 2º CD NO CIDADÃO DO MUNDO, DIA 30/05...

    

   

AMANDO, SAMBANDO, JOGANDO BOLA, FAZENDO AMIGOS; Um tratado de camaradagem recíproca...

 

        Eu conheço milhares de grandes e renomados resenhistas, colunistas e outros tantos milhares de militantes da arte do jornalismo cultural que vive dando show de bola em seus textos e mostrando como é que se faz para escrever uma boa sinopse da maneira correta mas, aqui abro mão de toda e qualquer fórmula pronta, correta, errada ou o diabo que o valha para começar essas linhas afirmando com todas as letras:

        

          SIM! OS CARAS DO NHOCUNÉ SOUL SÃO MEUS AMIGOS!!

        

         Haverá aqueles que ao lerem essas minhas linhas dirão com certeza que não se começa um texto com esse grau de passionalidade e que se faz necessário “manter uma certa distância do que se comenta”. Dane-se eles. Isso é sim um texto recheado de emoção porque entendo que me abstendo da mesma não há a menor forma de escrever sobre o NHOCUNÉ SOUL. Pois senão, vejamos:

        

         Em 1996 surge a partir da banda Clã, um grupo de amigos seu unem para montar o Nhocuné Soul. A idéia de homenagear a Vila Nhocuné, na Zona Leste de São Paulo, outrora, local onde servia de senzala para fazendas cafeeiras, hoje, grande pólo comercial e residencial de Sampa, de imediato torna-se grande braço de auto afirmação de moradores e simpatizantes de bairros adjacentes que agora, orgulham-se de morar por lá.

        

        Com o passar dos anos, a banda começa a agregar uma enorme gama de músicos, artistas plásticos, bailarinos, pessoas ligadas às letras e ao teatro e passa a ser referência fundamental de uma região da cidade que antes, só era lembrada pelo que havia de mais marrom na imprensa nacional. Como se apenas tivesse coisas ruins por lá, como se no Morumbi ou no Itaim, ninguém morresse. Enfim...

        

        Meus amigos tiveram um bem sucedido primeiro disco; SAMBA RAP PERIFÉRICO e uma enorme quantidade de shows e novos ouvintes confirmaram minha impressão de que o Nhocuné em breve viraria um nome de ponta dentro da cena musical nacional. Sempre inovando, com muito esmero na poesia das letras, botando toda a paulistadanada pra requebrar os quartos, arrepiando por onde passassem, a banda começava a chamar atenção. Nessa esteira, chega a hora de entrar no estúdio para lançar o segundo disco. E após uma epopéia de trabalho de fazer inveja a Hercules, sai o AMANDO E SAMBANDO pelo selo Carambolô Records, novamente inovando e renovando seu som.

        

        Recheado de Soul, Samba Rock, indo do Dub ao Drum’n Bass com muito lirismo em suas letras, muito suingue na sua sonoridade com Renato Gama cantando muito Jhonny Guima suingando, Ronaldo Gama/Tico Taques/Juninho batucada quebrando tudo na cozinha e o Luiz Couto afiadíssimo na guitarra, AMANDO E SAMBANDO vem para comprovar a excelência de um trabalho que há tempos vem sobrando no cenário musical Brazuca. E o mais legal é que todos vocês terão a chance de constatar o que lhes escrevo agora...

        

        Não tenho sequer parâmetros para mensurar o tamanho do prazer de tê-los no palco do Cidadão Do Mundo nessa sexta feira. No dia 30/05, é a vez de São Caetano e todo grande abc aparecer para sacolejar no lançamento do segundo disco, AMANDO E SAMBANDO. O Festerê começa as 22:00h e desde já, da um gostinho de “chega logo, dia”. Esperamos que todos apareçam e que o CIDADÃO DO MUNDO vire uma enorme pista de danças. Como encerrarei o texto? Bem... Não to preocupado em edificar isso, não. Afinal de contas não sou “profissional” das letras. Aqui vos escreve apenas, um bom amigo, convidando-os para desfrutarem da primazia, do esmero do trabalho de outros grandes amigos.

        

        E os templários também estão convidados...

 

 

 

Ouçam: http://www.myspace.com/nhocune

 

 

 

MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Lena Horn, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora aqui no blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Noticias últimas nos informa de que o elemento foi visto num boteco da Amaral Gurgel na companhia de René Clair, tomando um dreher e comentando um filme de Ody Fraga...

 



Escrito por Marcelo Mendes às 14h45
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VOCABULÁRIO

Vocabulário é o nome do evento idealizado pelos escritores Chacal e Paulo Scott, com a curadoria de Marcelino Freire, Marcelo Montenegro e Gabriel Pinheiro, especialmente para o Espaço Cultural B_arco Virgílio.
Na sua primeira edição serão seis horas ininterruptas preenchidas por intervenções nas quais se privilegiará a palavra falada, os muitos sotaques e jeitos pelos quais ela é dita e reinventada no Brasil.
Escritores, atores, cineastas, roteiristas, músicos, filósofos, malabaristas, disc-jóqueis, dramaturgos, bailarinos, ilustradores e grafiteiros se revezarão no palco em oito blocos diferentes, oito maneiras diferentes de jogar com palavras e também com suas mais inusitadas sonoridades.
Um circo, um parque de diversões, um trem fantástico, onde a atração principal será o vocabulário.

CONVIDADOS ESPECIAIS:
Virna Teixeira - Gero Camilo - CarOlina Manica
Claudinei Vieira - André Sant'anna - Andréa Del Fuego
Amarildo Anzolin - Bruna Beber - Daniel Galera - Daniel Minchoni
Fernanda D’Umbra - Fernanda Siqueira - Flávio Vajman - Malásia
Maria de Lourdes Ferreira Alves - Mário Bortolotto - Lirinha
Laura Leiner - Luana Vignon - Luciana Penna - TainÁ Muller
Ana Rüsche - Ale MaRder - Analu Andrigueti - Fabrício CorsalettI
Paula COhen - Paulo Pessoa - Sergio Mello - Tony Monti

SERVIÇO, VOCABULÁRIO:
Dia 24 de maio de 2008 (Sábado)
A partir das 17h - Entrada Franca
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 426
Pinheiros - São Paulo - SP
Fone: (11) 3081-6986

B_ARCO VIRGÍLIO www.obarco.com.br

ORFANATO PORTÁTIL http://marcelomontenegro.blog.uol.com.br

Escrito por Robson às 23h28
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ROCK NA ESCOLA E NO CIDADÃO...

Ira, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, The Who, Inocentes, Titãs... A lista é vasta. Ao longo dos tempos vários garotos, espalhados pelo mundo todo encontram-se nos corredores das Escolas, descolam uma graninha, pedem um amplificador emprestado, montam uma banda e daí, caem na estrada e perigas ver...

A partir da musica, na maioria das vezes, via rock and roll, garotos se encontram e aprendem entre outras coisas, o senso de trabalho coletivo, um outro idioma no minimo, passam a se auto gerir, se responsabilizar... A vida começa a ter um norte. O Cidadão Do Mundo pensando nisso tudo lança o projeto ROCK IN SCHOOL para agregar essa garotada, abrir espaço para todos trazerem seus projetos e lançar um embrião de um sonho nosso que é, formação cultural e social da garotada. Enfim...

Hoje teremos duas bandas em nosso palco; HOUSE 5 e KAÜLE. Começa as 16:00h e todo mundo ta convidado. Esperamos por todos...

Rua Rio Grande Do Sul, 73



Escrito por Marcelo Mendes às 12h25
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Escrito por Marcelo Mendes às 12h40
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SENECA NO CIDADÃO, sexta feira...

 

 Sexta agora o Cidadão Do Mundo terá o prazer de receber o Seneca. Partido para o lançamento de seu terceiro trabalho, a banda traz as intermitências sonoras de seu trabalho para nosso palco e decidi não falar muito para não estragar. Chamei o Denis Viegas para uma prosa aqui nao Bau de Receitas para Contrariar o Coro Dos Contentes e tenho a impressão que uma meia duzia de contentes ficarão bastante contrariados ao ler nossa "cunversa..." Segue abaixo

 

 

CIDADÃO DO MUNDO : Denis, quando ouvi o som de vocês me veio à mente de primeira um disco; Forever Changes, do LOVE. Tive a mesma sensação ao ouvir uns anos atrás o BELLE SEBASTIAN. Entendo que isso pode ser sim muito positivo porque no caso do Seneca, ha milhares de elementos que não havia no Belle. O que te pergunto é no que pode haver de negativo nessa minha lembrança. É uma referencia esparsa?

 

DENIS : Marcelo, não diria que há algo de negativo com a comparação, pois alguns da banda chegaram a ouvir BELLE SEBASTIAN. Particularmente sempre achei a banda um tanto quanto interessante e diferente das demais. Não chega a ser tão esparsa, pois também segue a proposta da banda de criar elementos diferentes para complementar uma música, um groove, etc.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Entre os elementos diferentes, pode-se dizer que a poesia cantada ou a "musica escrita" é um deles? Percebo um forte apelo poético no trabalho do Seneca. Como se da o processo de construção das composições? É apenas sentar e tentar tocar ou de fato, rola um amalgama com as intermitências culturais que cerca a todos vocês?

 

DENIS : As letras também são um ponto que nos preocupamos. Adoramos poesia, talvez por isso pode-se dizer o termo "poesia cantada" como você disse. Nos compomos conforme as coisas novas aparecem. A cada ensaio alguém traz algum groove, algum riff novo no qual todos trabalham em cima. Muitas coisas também surgem nas Jam e improvisos. Atualmente as letras e os sons são complementados por todos Estamos livres para tocar e escrever o que queremos naquele momento.

 

CIDADÃO DO MUNDO :  "Groove"... Tem muito de jazz nos arranjos dos sons de vocês e falando nesse termo "groove", o Seneca identifica isso como estilo musical? Pois senão vejamos; GROOVE é um gênero musical que só existiu em Nova Iorque entre 1969 e 1973. Até que ponto isso é presente no Seneca?

 

DENIS : Eu usei o termo Groove, mais como uma "levada". O gênero Groove logicamente também influencia o som do Sêneca de alguma forma. Cada um da banda ouve um tipo de som diferente, MPB, Jazz, rock, soul, etc. Acho que isso faz com que seja perceptível um pouco de cada elemento em nossas composições e gostos.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Queria falar da liberdade de criação que você me indica ter; Será que o grande e falido mercado fonográfico daria ao Seneca a mesma liberdade que vocês tem como "independentes"? E essa independência, Denis, ela é ideológica? Resistiria a uma seqüência zeros e cifrões no contracheque? Até onde vai a "não escolha" de vocês?

 

DENIS : Com certeza essa liberdade nos seria tirada dentro do mercado fonográfico. A gente teria que fazer como muitas bandas, que criam músicas que os produtores, as gravadoras e supostamente o público quer ouvir. Não sei se seria uma ideologia. As pessoas têm medo de falar a verdade, mas todo mundo tem seu preço infelizmente. Eu não vim de um berço de ouro para poder investir no que realmente gosto... acredito. Particularmente acho que seria burrice, não aceitar um contrato com vários zeros e cifrões como você disse. Hoje, eu trabalho para investir nesse hobby, nesse suposto sonho. Meio irônico pensar nisso né?! Por isso falo por mim, enquanto o acesso ao cenário independente continuar do jeito que está, será difícil encontrar alguém que não se venda.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Eu o parabenizo pela sinceridade... Mas Denis, você entende que o conforto que você teria, lhe propiciaria uma noite de sono tranqüila? Ou você teria sonhos recorrentes com o John Coltrane tocando "Naima"?

 

DENIS : Vou responder com um exemplo meio "chulo". Los Hermanos foi lançado nas rádios com a música "Ana Júlia". Não diria que eles se venderam, mas essa mesma música abriu portas para que, posteriormente, eles fizessem um som totalmente diferente do que apresentaram neste 1º disco. Não posso responder com toda a certeza, mas creio que eles conseguiram fazer um som que agradasse a todos da banda Como disse, hoje eu trabalho para alimentar este sonho. Não mudaria muita coisa se eu me vendesse para alcançar o mesmo objetivo. ACho que somente seria um caminho diferente, talvez até mais agradável

 

CIDADÃO DO MUNDO : Denis, enquanto o senhor não fica trilionário, rasgando nota de Euros e dando alô de cem dólares, o que você e o Seneca trarão ao nosso palco no dia 23/05?

 

DENIS : Hahaha. Espero que esse dia chegue e logo. Esse show terá algumas coisas novas. Agora somos em 4 na banda, então estamos reformulando músicas, mas mesmo assim tentando não mudar a proposta da banda. Esperamos também mostrar algumas coisas novas, muito espontaneidade, improvisos e poesia.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Denis, muito obrigado pela entrevista e no dia 23 te pagarei umas cachaça de presente de aniversário...

 

DENIS : Marcelo, eu que agradeço a conversa e o espaço do Cidadão do Mundo. E pode ter certeza que a cachaça será cobrada!

 

MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Bartok, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Noticias nos informa que o mesmo foi pra casa dormir cedo...

 

 

 

Ouçam: http://www.myspace.com/bandaseneca



Escrito por Marcelo Mendes às 12h37
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AVISO FINAL; E o balanço da REVIRADA PUNK no Cidadão Do Mundo

 

Por Renato Donisete:

NOITADA PUNK

Dia 27/04, após acabar a primeira partida da final entre Palmeiras e Ponte Preta resolvo trocar o programa do Gugu e do Faustão por uma noitada punk no Cidadão do Mundo. Brincadeiras à parte, a festa foi sensacional! Cinco bandas escaladas de diversas vertentes da música punk e muita gente legal na platéia, como por exemplo, o casal Dunga e Barata (vocal do DZK), Português (ex. baterista dos Garotos Podres e proprietário do selo Rotten Records), Inaraí (vocal do Rebeldia Incontida) Umberto Darós (tatuador e artista gráfico), Fabio A. (AjaxFree) entre outros. Quem abriu a noite foram os garotos do Mollotov Attack. Hardcore old school de primeira com um baterista animal, literalmente. Com a camisa do Palmeiras, não sei se estava muito eufórico, ele conseguiu interromper o show três vezes por quebrar peças da bateria. Graças à camaradagem das outras bandas a apresentação prosseguiu até o final. Eles tocaram músicas próprias e tiraram um cover do Cólera ("Amnésia"). É muito bom ver a garra destes grupos novos. Ficaram até o final da festa curtindo as outras bandas e divulgando seu trabalho distribuindo cd´s demo e bottons. Na seqüência tivemos o competente grupo paraibano Zefirina Bomba, numa apresentação de muita energia e distorção. Eles tocaram basicamente todo o ótimo álbum Noisecoregroovecocoenvenenado e fortaleceram o que eu disse no início deste texto com a música "O que é que tem pra tu vê na tv". Fecharam o set com "Breed" do Nirvana mostrando que a referência maior deles vem dos anos 90. Destaque para a humildade e simpatia do guitarrista Ilson e sua produtora Telma. Com um som mais pesado que as outras bandas o Imminent Chaos apresentou o seu álbum Corrosion of Human Essence. Os caras conseguem aliar técnica e fúria num misto de thrash, grind, metal. O Invasores de Cérebros colocou todo mundo para pogar com suas letras politizadas e com um dos mais carismáticos e performáticos vocalistas da música punk. Ariel já está completando 30 anos de punk, sempre com uma postura humilde, honesta e contestadora. Muito bom ver e escutar os caras despejando "Guerra na Ruas", "Porra de vida", etc, mas o ponto alto foi quando ele perguntou onde estava a nossa maior autoridade, discursou sobre um certo cartão corporativo e emendou a música "Comi a mulher do p*******". Impagável!!! Antes do show, o vocalista falou com o organizador e escritor Marcelo Mendez sobre a lendária treta entre os punk´s do ABC e São Paulo nos anos 80: "Na verdade, nem nós que participamos dessa treta sabemos ao certo, pois foram muitos fatos que desencadearam essa rixa. Havia muitas gangues que disputavam os espaços onde rolavam os "sons de fita" em São Paulo e o pessoal do ABC, principalmente os Anjos (São Bernardo) colavam nos rolês e tínhamos uma certa proximidade com eles até que começaram algumas desavenças pessoais, principalmente com relação à questão de quem era mais Punk, pois o pessoal do ABC achava que merecia esse "título" porque andava de trem e também por ser uma zona metalúrgica com forte movimentação sindical e revolucionária. Tinha também a questão dos namoros entre integrantes das duas regiões que acredito, atrapalhou um pouco os relacionamentos entre as diversas gangues envolvidas. Tinha também a questão do visual, sendo que o do pessoal do ABC sempre foi mais podrão, portanto, segundo eles, "mais Punk". Ora, depois de tantos anos, analisando com a sabedoria do tempo, vejo que realmente os dois lados perderam muito com essa história e hoje estamos mais juntos e produzindo em conjunto para uma melhoria da cena nos dias atuais. Esse quadro de inimizade acabou em 1997 quando fizemos o festival em comemoração aos 20 anos de Punk no Paço Municipal de Santo André, com várias pessoas e bandas, que eram envolvidos com essas tretas se confraternizando e afastando esse fantasma do passado que tanto mal causou ao Movimento Punk, inclusive com mortes e mutilações que aconteceram em ambos os lados.".  Pela primeira vez vi o Agrotóxico ao vivo e fiquei impressionado com a apresentação deles. Os caras têm um entrosamento violento e som poderoso graças as duas guitarras altamente distorcidas. Ficam evidentes as influências do hardcore casca grossa sueco e finlandês. Tocaram as faixas do novo trabalho chamado Libertação e fecharam com chave de ouro a noite. Parabéns pela organização deste evento, pois o som estava ótimo, preço justo, bandas tocando no horário. Aguardo novas festas de punk rock/HC como estas. Até a próxima....

 

RENATO DONISETE: é são-paulino (porque ninguém é perfeito...), editor do Aviso Final zine, professor de Educação Física em escolas públicas  escreve quinzenalmente neste blog.  Pelo menos enquanto suportar o mala do Marcelo...



Escrito por Marcelo Mendes às 17h21
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Escrito por Robson às 11h24
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Escrito por Robson às 11h20
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SÁBADO TEM UAFRO NO CIDADÃO DO MUNDO!!!



Mais uma vez temos a honra de receber em nossa casa a banda UAFRO, que pelo tamanho e envolvimento dos membros poderia ser chamada de Comunidade Uafro. Para quem não sabe, parte dos integrantes da banda são militantes de um movimento negro que lutam contra todos os tipos de discriminação: raça, credo, cor, sexo. Até pouco tempo atrás esta galera mantinha um Espaço Cultual em Santo André, achei uma grande perda para a região eles não estarem mais com o espaço, pois precisamos no ABC de núcleos de resistência cultural - "cabeças pensantes" e pessoas de atitude. Muito raro em nosso dia a dia!
O som do UAFRO não nega a raça, além do swing no rap as letras são de um forte contexto social - um rabo de arraia, no sistema racista e conformista.

Escrito por Robson às 13h35
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OLAVO ROCHA, LESTICS, NO BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES:

Olavo Rocha na voz...

O Yamandu Costa toca mais de 80 notas para tocar um choro. Sim, da aulas de técnica apurada e execelêcia, o cara é foda mesmo. Dino 7 Cordas, com a mesma excelência e técnica, toca o mesmo choro, com 6 notas... Aí cada um que vai saber qual o estilo que melhor lhe serve. Fato é, que simplicidade é para os gênios. E a busca pela mesma é algo bastante promissor. O LESTICS vai nessa toada. E para vocês saberem mais da banda, aqui está Olavo Rocha, no meu BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Falação abaixo...

 

CIDADÃO DO MUNDO : Quando eu comecei a querer arranhar contrabaixo, descolei uns livros de jazz e umas revistas Downbeat velhas pra cacete. Em uma delas tinha uma entrevista com o Charles Mingus em que ele falava da avant gard do free jazz dos anos 60 e toda a complexidade de arranjos e melodias nesse gênero. Mingus respondeu o seguinte; "Pegar um tema simples e torna-lo algo complexo é fácil. Dificil é pegar qualquer tipo de complexidade e torna-lo algo simples..." Para o Lestic, a simplicidade que a nós ouvimos é menos difícil de se atingir? é uma busca incessante? Vem de maneira natural? Ou o Mingus já tava com o rabo cheio de heroína falando besteira?

OLAVO ROCHA: Bons músicos de jazz costumam carregar uma bagagem muito grande de conhecimento musical. Camaradas como Charles Mingus, John Coltrane ou Miles Davis, então, nem se fala. Mas esses eram caras que não oprimiam o ouvinte, não enchiam o saco. Acho que é a esse o tipo de simplicidade que ele se referia. Sob esse ponto de vista, a simplicidade do Lestics com certeza é bem mais fácil de atingir. Eu não entendo nada de teoria musical, não sou "músico". O Umberto sim, ele conhece bastante teoria e tal, mas não vive esse conflito. Nossas músicas são paridas sem dor. Elas são simples porque esse é o tipo de música que a gente sabe fazer.


CIDADÃO DO MUNDO : A poesia que não te mata, o deixa mais forte... Quando essa poesia que não mata vira "poesia de subsistência" para sobreviver musicalmente, há uma vida nisso? Ou será que rola já uma morte anunciada da banda, do músico que pra ela se rende? Como vocês vêem isso no Lestic?

OLAVO ROCHA : Acho que você foi direto ao ponto. A "poesia" das letras serve, acima de tudo, para que eu sobreviva musicalmente. Não costumo escrever letras por necessidade pessoal, como "válvula de escape". Escrevo porque preciso ter alguma coisa pra cantar. Ok, vez ou outra a escrita ajuda a equacionar algumas coisas na minha cabeça. Alivia um pouco a minha ansiedade. Mas a verdade é que eu relutei um bocado em colocar essa palavra, poesia, na letra. Até porque não me vejo como poeta. Mas enfim, achei que a palavra dizia o que tinha que ser dito.


CIDADÃO DO MUNDO :
Há uma preocupação melódica e harmônica que deixa o trabalho de vocês lindamente sutil, delicado, meio folk e muito forte. No Gianoukas tem espaço para a mesma pesquisa musical que é feita no Lestics? Ou este, só pode existir como projeto paralelo?

OLAVO ROCHA : Tanto nos Gianoukas quanto nos Lestics sempre vai haver espaço pra experimentação. Não acho que a gente chegue a fazer pesquisa musical em nenhuma das duas bandas, mas se a gente quiser fazer, vai ter espaço. Liberdade é a palavra de ordem nas duas bandas.


CIDADÃO DO MUNDO : E como ando numa maré muito boa, farei aqui aquelas perguntas que os jornalistas "sérios" que falam de música adoram fazer; O que podemos esperar do Lestic na apresentação de vocês, sexta próxima?

Cara, não faço a menor idéia.  É a nossa primeira apresentação ao vivo. Mas a gente está especialmente feliz, então acho que dá pra esperar felicidade!


CIDADÃO DO MUNDO : Olavo, muito obrigado pela entrevista, por sua paciência e prestatividade. Sexta te pago uma cerveja e juntos, faremos o Dj Tadeu largar o pijama de lado...

OLAVO ROCHA : Nem que pra isso tenhamos que usar um pé-de-cabra!

 

MARCELO MENDEZ é Escritor, PALMEIRENSE, fã de Dr. Felgood, chato e filho de Dona Claudete. Colabora aqui com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Recebemos um e-mail avisando que o elemento foi visto na companhia de Skinner e Dona Nena, num sambão da freguesia do ó, bêbado de virtudes...



Escrito por Marcelo Mendes às 12h20
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SEXTA:



Escrito por Marcelo Mendes às 15h31
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LESTICS NO CIDADÃO DO MUNDO dia 16/05

 

 

Lestics e a beleza da simplicidade

por Tadeu Alcaide

 

            Talvez a opção pela simplicidade seja a diferença mais evidente no projeto paralelo do Les Tics em comparação aos Gianoukas Papoulas, grupo do qual Olavo Rocha (voz) e Umberto Serpieri (guitarra, violão, baixo, programações, percussão, teclado, gaita e voz) também são integrantes.
Em seu segundo álbum (virtual), entitulado simplesmente Lestics, as canções seguem o modelo do disco de estréia, 9 sonhos, com guitarras discretas e violões com forte inclinação para a música folk, sobre uma marcação de bateria sutil e econômica, mas que em contrapartida, dá um grande destaque ao vocal bem colocado de Olavo.

A beleza dos versos, escritos com uma destreza impressionante, em conjunto à melodia apurada da banda é o que mais chama a atenção em cada uma das faixas do disco.

        Em ‘Tipo’ um sujeito assustador é descrito de maneira bem humorada: “olhando ninguém diz que ele tem problema sério / O machado e a cicatriz dão até uma aura de mistério”.
No refrão marcante de ‘Gênio’ há um verso repleto de ironia que diz “Você tem a alma atormentada de um gênio / Pena que te falte uma pitada de talento”. ‘A última palavra’ expressa todo o ressentimento de alguém que já não tem mais condições de levar uma discussão adiante e joga na cara de seu oponente  

A última palavra é sua, fique com ela pra você / os argumentos acabaram, resta o meu silêncio para te convencer...Longe demais é o lugar que a gente vai pelo prazer de se arrepender” e por aí vai...

       Uma das canções mais emocionantes é ‘Luz do outono’, cheia de sensibilidade e romantismo, sem jamais soar piegas, em que alguém declara que pode um dia se desfazer de tudo o que mais gosta em sua vida, mas não abre mão daquela pessoa que quer ter a seu lado por toda a eternidade.
‘Náusea’ é o momento de maior densidade do disco, com uma visão amargurada do autor, retratada em versos como “não há tratamento para a minha patologia” ou ainda “o que não me mata eu transformo em poesia”, cantada sobre uma base acústica de piano e violão. Tão encantadora quanto melancólica.
Na seqüência vem outras pérolas como ‘Inevitável’, ‘Metamorfose’, ‘Caos’ e

‘Ego’, todas igualmente inspiradas, mostrando que a genialidade pode estar presente nas coisas simples, longe de virtuosismos e complicações, assim como a vida deveria ser...

No site
www.lestics.com.br os dois discos do grupo estão disponíveis para download gratuito. Ou se preferir, ouça em www.myspace.com/lestics

 TADEU ALCAIDE é Dj, Jornalista dono do Blog PROJETO FACTORY e marido da Vivi. Vai colaborar aqui nesse blog sempre que o Marcelo encher-lhe a paciência para entregar matéria e de encheção de saco, Marcelo é PHD!



Escrito por Marcelo Mendes às 13h45
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MONTANHA!



Escrito por Marcelo Mendes às 18h13
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MONTANHA DIA 09/05 no Cidadão...

Que chance poderia ter um moleque no subúrbio de Santo André, em 1984, de ouvir alguma coisa que prestasse? Bem... Era quase nenhuma. Se não fosse o primo descolado que morava em Londres mais um maluco com uma loja de discos no Centro Comercial de Santo André, seria quase impossível. O primo ajudou. Mas o maluco era diferente...

Vendia discos importados, gostava de James Gang e do Mountain do Leslie West e em função deste, montou uma banda com o nome MONTANHA em escancarada homenagem. O nome do maluco é Jean Gantinis. Por uma série de motivos ele parou com essa banda diversas vezes. Depois de encontrar Vinicus Castelli parece que finalmente a coisa vai. E dessa vez, não pára mais. Chamei o Vinicius aqui pra meu Bau de Receitas para falar dessas paradas. Segue o resultado abaixo...

 

 

MARCELO : Todas as vezes que me deparo com o velho rock and roll nosso de cada dia, invariavelmente é a mesma situação; Ou as bandas estão estagnadas vivendo de um passado de glórias apócrifas, ou rola um obstinado tentando fazer as coisas andarem. Você pega o MONTANHA e tenta dar um vida pra coisa, fazendo uns caras importantes como o Jean voltar a tocar. Porque acontece isso? É uma preguiça?

 

VINICIUS : Difícil essa. Um dos fatores, pode ser o de que uma pessoa como ele tem mil tarefas e não pode se dedicar única e exclusivamente ao som. Preguiça eu acho que não, talvez as dificuldades nas casas em aceitarem o som de uma banda de marmanjos, que fazem som próprio, É difícil abrir portas, né! Ainda mais quando se faz um som out-moda

 

CIDADÃO DO MUNDO : Claro. O Cidadão Do Mundo preza por abrir espaço ao som autoral e bem sabemos o preço que isso custa. Mas falando em aceitação do som, você tem todo esse trabalho para ver um ou outro jornalista bem encostado dizer que a sua banda faz um "classic rock" sem ao menos ouvi-los. A critica clama pelo referenciamento fácil? Que diacho de jornalismo "especializado" é esse? Como você vê a questão?

 

VINICIUS : Acho que rotular as coisas é algo imperdoável. Vejo gente que SÓ escuta música se for dos anos 70. Porra acha  que tudo que foi feito lá foi bom? A maioria sim, mas nem tudo. Isso acontece também no jornalismo. Rotular sem escutar, Escutar música é como ler um livro. Você fica atento para saber o que terá na próxima página. E de especializado não tem muita coisa mesmo. Talvez pela falta de amor para com a música. Não sei. Ou é bom ou não, não importa de quando e como é.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Sim você aborda uma questão legal. Será que os anos 70 foram tão criativos? Teve o boom do progressivo, o surgimento do punk rock em nova York mas também teve o Triumph e o Silvestre... Será que não foi uma década Segmentada? Será que os anos 90 com happy mondays e Primal Screen também não foi do caralho? Há uma má vontade aí?

 

VINICIUS : Acho que os anos 1970 foram realmente criativos, onde houve uma explosão musical, principalmente no rock. Final dos anos 1960 e começo dos anos 1970. E contrapartida ao que disse sobre pessoas que só escutam tal música, também conheço as que estão abertas aos novos sons. Acho que há má vontade sim.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Como o Montanha lida com isso? Você tem uma banda com uma larga experiência, compondo sons novos... Já falei em outra circunstância que o fã de rock and roll é mórbido! Vive do mito, das lendas e não tá preocupado com as bandas que tentam ainda produzir. Se o CREAM Existisse teriam que compor uma "Sunshine Your Love" por dia! Mas de que forma vocês contornam essa sanha dos fãs pela desgraceira?

 

VINICIUS : Acho que não pensamos muito nisso, viu! Gostamos de estar juntos, nos conhecemos há tempos, nos respeitamos e somos amigos pra valer. Nos reunimos e as músicas saem. Pode parecer egoísta, mas pensamos em fazer o que nos deixa bem.

 

CIDADÃO DO MUNDO : Sim é uma boa maneira de driblar isso. Como anda o trabalho do Montanha? Você tem conseguido fazer o Jean parar de tomar coca cola e tocar?

 

VINICIUS : Olha, o Montanha parece uma banda nova. Tem energia de sobra. E acontece uma coisa que não dá pra explicar, mas quando estamos tocando, um simplesmente olha para o outro e ali temos satisfação, por estarmos juntos fazendo aquilo.Jean jamais largará a Coca-Cola, tão pouco tocar. Os novos sons do Montanha tem uma pitada diferente do primeiro cd e do compacto lançado nos anos 1990. Sinto mais energia na música.

 

CIDADÃO DO MUNDO : hum... A coca cola concordo com você

 

VINICIUS :: HAHAHAA

 

CIDADÃO DO MUNDO : Mas No dia 09/05 o que vocês trarão dessa nova fase para o palco do cidadão do mundo, Vinicius?

 

VINICIUS : Decidiremos o set hoje. Mas acredito que levaremos ao menos umas seis ou sete músicas que estarão no próximo álbum.

 

CIDADÃO DO MUNDO :Sim... fale-me desse próximo álbum

 

VINICIUS : Será um álbum diferente do anterior. As músicas estão mais curtas, os riffs continuam poderosos. Mas agora temos quatro cabeças pensando na banda, e isso faz diferença. Há uma balada linda comum toque de Lynyrd. Passagens estranhas e inesperadas no meio de outras. Uma loucura!

 

CIDADÃO DO MUNDO : Então na sexta prestarei atenção nisso tudo... Vinicius muito obrigado pela entrevista, manda abraço pro Marcelão e diga para o Jean que compraremos bastante Coca Cola e Brigadeiro pra ele tocar bemmm feliz!

 

VINICIUS :  Hahahaha...  Marcelo, eu quem te agradeço pelo espaço DECENTE que é a casa, pela atenção e educação. O que vale é fazer com carinho o que se gosta e com quem gostamos.Leve Coca-cola para mim também...

 

MARCELO MENDEZ é Escritor, PALMEIRENSE, fã de Orlando Silva e Marc Bolan e, filho de Dona Claudete. Colabora aqui nesse blog com seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES e com sua ZONA DO AGRIÃO. Bem... Depois dos 5x0 de domingo, acreditamos piamente que o elemento deve estar bebado pela Pompéia, ainda...



Escrito por Marcelo Mendes às 17h51
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NECROMANCIA SÁBADO, 10/05 NO CIDADÃO!!

OUÇAM:

www.myspace.com/necromanciabrazil NECROMANCIA

www.myspace.com/postwarmetal POST WAR



Escrito por Marcelo Mendes às 11h18
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SÁBADO TEM CIDADÃO ARTE E CULBE, com OTIS TRIO...



Escrito por Marcelo Mendes às 13h10
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