BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

DO PÉ-NA-BUNDA E OS SEUS DERREDORES
Ou de como as fêmeas desculpam facilmente os ditos homens sensíveis que jogam no Sigmund Freud Futebol Clube.
É, nunca acreditem num homem que faz análise. Não que o divã faça mal ao homem; é que o marmanjo faz mal juízo do divã. Nunca vai saber, de papo para cima, que um cachimbo é apenas um cachimbo e nada mais.
É mais fácil acreditar num homem que entenda de vinho, espécie também sob muita suspeita. Não que o vinho faça mal à espécie. Muito pelo contrário. É que o dito entendido tende a se levar a sério demais e confunde graduação alcoólica com sabedoria, Cabernet com poesia francesa.
O pior é que as mulheres adoram e desculpam, sob a rubrica de que são “homens sensíveis”, choram, qualquer animal que vai ou diz que vai ao divã. As mulheres modernas de classe média, então, só aceitam pés-na-bunda daqueles que praticam o esporte do velho Sigmund Freud. “Ah, o cara é cheio de problemas, o analista dele disse que... Está passando por um momento difícil, confusão existencial etc etc. Caguei pra Shakespeare!
Balela Futebol Clube.
Como as mulheres caem nesse conto!
Como desculpam, a pretexto do mito do homem sensível, a turma do divã, como se existisse homem sensível. É a melhor forma, não conheço outra, de dar um pé-na-bunda, com menos drama, no mulherio de classe média para cima. Diga o nome de um analista famoso, então, e tudo estará perdoado na bacia das pobres almas. Ah, não, o dr. Tenório disse que...
Por isso, creio cada vez mais, que o amor só seja amor de fato adonde não conviva com fantasmas dessa natureza. Não vou fazer como em mesa de bar, quando chego a crer, do verbo mais intransitivo, que talvez nem possa existir amor na classe média para cima – segmento movido a gasolina, status, casamento de resultado, fundos, derivativos e sexo ocasional.
Isso seria puro exagero retórico ampliado e envelhecido em barris de carvalho. Exagero puro para se fazer ouvir direito.
Não cometeria também o exagero de Nelson Rodrigues, padrinho espiritual desse cronista ao lado do escriba Antonio Maria, de dizer que o amor só existe hoje nos subúrbios e nas pequenas cidades interioranas. Longe disso.
É só um breve alerta para as moças ficarem de olho nesses cabras que se aproveitam da terapia ou da psicanálise, coisas mais do necessárias em muitos momentos da vida, claro, claríssimo, para arquitetarem os mais sinceros pés-na-bunda. O divã não pode chancelar esses crimes premeditados que já estavam engrenados na cabeça dos seus machos.
O divã é para ser usado lindamente, como naquela música homônima de Roberto Carlos: “Eu venho aqui me deito e falo/pra você que só escua/ Não entende a minha luta/ afinal de que me queixo/ são problemas superados/ mas o meu passado vive/em tudo que eu faço agora/ ele está no meu presente/ mas eu apenas desabafo/ confusões da minha mente.// Essas recordações me matam, essas recordações me matam!
XICO SÁ é Escritor, Jornalista e Santista. Colabaora nesse blog todos os domingos com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES. Segue a sua sina de tentar ensinar Focault a sabar Maracatú no Alto Do Zé do Pinho...
Escrito por Marcelo Mendes às 13h32
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LAP IN THE VOID: Por Daniella Samad

Sorvi uma deliciosa torta de Blueberry com sorvete de creme. Fui assistir ao suculento filme de Wong Kar Wai: "My Blueberry nights". Aliás, voltei a acreditar no Amor.Haha. E que cineasta este para filmar o amor em longos slow motions; luzes entrecruzam-se com gestos humanos delicados, o sorvete grudado na beirada dos lábios transforma-se em paisagem. Um filme sensual e erótico como há muito não via. A trilha é maravilhosa, passando por Cat Power, Cassandra Wilson, Norah Jones, Gustavo Santaolla.
Os atores estão ótimos: Norah é expressiva e até mesmo Cat Power numa sutil interpretação faz bem. E cá entre nós: O Jude Law é um lindo!Imaginem ele no meio do sorvete de creme e a torta de Blueberry ...unhmmmm, já me deu água na boca. Bom, eu sorvi, saí do filme flanando pela cidade em minha motoquinha e me sentindo compensada.
Feliz de saber que as histórias de amor acabam, outras pessoas surgem em nossas vidas, e tudo recomeça e além do mais PARA TODO MUNDO. Todos nós, sem excessão. Jogamos chaves fora, fechamos portas, ou não queremos mais abri-las e, janelas abrem-se diante de nós.
Eita chines bom de filmar o amor, as relações e fazer imagens sensualissimas apenas insinuando. Adoro seu "Amor à flor da pele" e aquele Nat King Cole de fundo , é muita covardia né?
Aqui , em sua estreante filmagem nos EUA com elenco ocidental ele mandou muito bem .
Seus cortes são repentinos,e nos colocam em situações reais da vida cotidiana, as frustrações e os prazeres. A boa câmera que é seu olho, a música e os diálogos nos embalam e seduzem. E aquela imagem recorrente do sorvete derretendo-se e penetrando na torta é em si o resumo do filme todo. A tal cena de nudez e sexo recorrente é esta. Relacionar-se é sorver e derreter-se, penetrar e deixar-se ser penetrado. Comam esta torta!
BLOG DA DANI: http://southamericanwaygirl.blogspot.com/
DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. E agora, a classuda libanesa esta ná Tiffany's tomando um café com Cid Charise...
Escrito por Marcelo Mendes às 12h23
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BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES; Donald Byrd

Eu não tenho mais vontade nem sequer paciência para tomar uns biricutico e encher a cara como há tempos atrás. Mas não abro mão de jeito nenhum das cachaçadas as terças com o amigo Luiz Galvão no bar do Pão De Queijo em Santo André. Ótimo musico, amigo, cara bacana e inteligente, foi com ele que nasceu a idéia dessa semana para esse Baú. E o que é o tal de groove??
Luiz Galvão que entre seus projetos musicais tem o excelente Otis Trio, voltado para a pesquisa musical do Jazz, tem mais paciência que eu e entende bem o porque do equívoco em tratar isso como um gênero. O lance é como a informação chega aqui nos trópicos. Então vamo lá...
Em 1969 a Blue Note reuniu um casting de músicos de jazz fantásticos que não sabiam muito bem como lidar com a Bossa Nova que vinha varrendo a América deles. E como americano é um bicho muito do besta, decidiram por lá fazer Bossa Nova do jeito que agradava os umbigos deles. Claro que não era Bossa. Ainda bem! Acabaram descobrindo um estilo de jazz suingante e altamente dançante. E assim a coisa rolou até 1973. Nesse período, um gênio lá decidiu chamar a coisa de “Rare Groove” e assim saíram uma penca de discos muito bons. Um dos caras que até gravou pela série é o nosso convidado de hoje. Mas o que me fez escrever sobre o cara não são esses trabalhos e sim sua recusa em se render às soluções óbvias do mercado da musica. Então o BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES tem o prazer de lhes apresentar DONALD BYRD...
Donald é diferente da maioria dos jazzistas. Nasceu em Detroit em 1932 e com o pai, Ministro Metodista, começou a dar os primeiros passos na musica. Fez faculdade de História em Wayne e aos 18 anos entrou para a Força Aérea americana. Ao sair em 1955 entra para o Jazz Messengers e a partir daí passa a se dedicar aos estudos dos sons africanos d sua influência no jazz. Passou a trabalhar como pesquisador na Universidade de Columbia onde sai maestro militando na escola de musica de Manhattan e com um contrato exclusivo com a Blue Note Records. E esqueçam as pataquadas; O Homem era sério.
Com ele não tinha essa de rabo cheio de pinga, braço picado de heroína... Byrd sempre foi um trabalhador da música. Trumpetista renomado, altamente requisitado, gravou discos clássicos como KOFI mas jamais se rendeu aos estilos que tentavam empurrar em sua goela. “Não vejo esse ritmo como algo que represente a cultura americana. É comercial, nunca passará disso. O que não quer dizer que seja ruim, apenas identifico isso como uma total falta de criatividade e algo extremamente descartável” Foi o que disse a Revista Downbeat quando tentaram lhe inserir num novo contexto musical junto com John Patton, Reubem Carter e Lou Donaldson. Para Byrd, o jazz sempre foi único e o que o diferenciava era a pesquisa. Por exemplo, a que ele fazia tentando liga-lo à África. E SLOW DRAG de 1967 é um disco que mostra legal isso.
Contando com músicos do quilate de Sonny Red, Cedar Walton (ESPETACULAR!) Walter Booker e Billy Higgins o disco mostra exatamente a visão de Byrd sobre todas as referencias que o cercavam. Aqui está a chance de vocês amarem o cara ou o detestarem o que acho muito difícil. Seja como for, aí vai o linkão.
BORA BAIXAR NEGADA!
DONALD BYRD http://rapidshare.com/files/101286961/db1110sd.rar
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Moacir Santos, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora aqui nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. E o elemento anda vadiando por aí com Luiz Galvão e Eric Dolph...
Escrito por Marcelo Mendes às 17h58
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Da casa:
Escrito por Marcelo Mendes às 16h22
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SEXTA TEM TRIBUTO AO HOMI; Roberto Carlos no Cidadão!
Arte: QCOR? Artvisual
Escrito por Marcelo Mendes às 17h53
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ZONA DO AGRIÃO: Com Pedro Bizelli dos Skywalkers...

Nesse sabado o CIDADÃO DO MUNDO terá o prazer de receber os SKYWALKERS para colorir com tudo em São Caetano. Mas para falar da Banda, chamei aqui para a ZONA DO AGRIÃO, Pedro Bizelli. Guitarrista, vocalista e como ele mesmo disse, Negão! Bora ler o cunversê, negada:
CIDADÃO DO MUNDO : Eu não gosto muito dessa pataquada de nome "releitura". Entendo que quando não é uma cópia deslavada e mal feita, o lance é bastante original e autoral como no caso dos Skywalkers que pelo menos para mim, sobra no cenário musical atual. Como você vê essa questão? Os Skywalkers ainda são uma banda de garagem? Será que a execelência do trabalho de vocês já não extrapolou isso? E se extrapolou o que falta para os "jornalistas sérios" sacarem? Basta tirar a bunda da redação?
PEDRO BIZELLI : Se por um lado não somos "apenas" uma banda de garagem, por outro lado continuamos tocando rock de garagem no nosso set. Porque é divertido e é rock. Essa coisa de excelência de trabalho é determinado pelo gosto e ponto de vista de certas pessoas. A gente não se leva a sério, mas a gente procura tocar pra valer. No fim a pessoa vai ouvir e vai amar, ou não. Se estiver num show ou se ouvir o disco inteiro, melhor ainda, seja jornalista ou não. Alguns jornalistas do jornal O Estado de São Paulo e da Carta Capital gostaram bastante do último disco. Muita crítica boa em várias revistas e tal. Mas quem entendeu melhor nosso trabalho foram alguns blogueiros. Quer dizer: eu não sei quem são os "jornalistas sérios"... mas sei quem são os fãs dos Skywalkers! Então eu não tenho problemas com a imprensa, só com a falta dela pra divulgar nosso próximo show.
CIDADÃO DO MUNDO : Quando conheci o tabalho de vocês, numa noite improvável e pouco cristã na Outs, enfim... deixe isso pra lá... Quem me falou em 2006 dos Skywalkers me veio com uma conversa de "Um Rock Tropicalista", "uma releitura das idéias do duprat..." Bem, descontando a quantidade de alcool consumida pelo amigo Betinho, porque será que as pessoas ao se depararem com um trampo novo, fresco, de fato muito bom como o de vocês procura imediatamente uma referência óbvia para descambar para a comparação? É dificil sacar o novo, mesmo hoje com um monte de informações pipocando de tudo que é lado?
PEDRO BIZELLI : É engraçado essa armadilha dos termos específicos ao definir o que é qualquer banda ou artista dentro desse ou daquele cenário musical. Já me surpreendi com várias referências que sequer conheço... e que a gente teria se inspirado pra compor. Cada um vê uma "releitura do passado" um pouco diferente, cada jornalista ou blogueiro escreve uma coisa... mas quase sempre todos concordam que o som transcende a mera releitura de mutantes, tropicália, garage rock, psicodelismo, etc. No mais, como diria Pete Townshend aos jornalistas, "só não esqueçam de escrever que somos bons!" Tá de bom tamanho. Eu não posso cobrar nada, afinal também não sei sacar o novo. Ou eleger o que é novo. Geralmente os caras também erram... Eu não tenho qualquer ansiedade por informação seja sobre música, sobre o novo ou tudo mais. Se "o novo" é considerado algo interessante por si só, no meio cultural eu fico com o que me faz elevar esteticamente, procuro apenas o que é bonito ou divertido. Informação sem sabedoria é pura perda de tempo. Ou falta de foco. CIDADÃO DO MUNDO : Sei que o trabalho de vocês chegou a Europa e no Japão. Você consegue vislumbrar uma carreira internacional para os Skywalkers? Isso é totalmente impensável? Ou será que verei vocês no Jools Holand madrugada dessas?
PEDRO BIZELLI : A gente tá fazendo a correria de divulgação. Nem vou falar nada... Mas o que pintar é lucro. Será, será, será?
CIDADÃO DO MUNDO : Bem... Eu costumo dizer por conta e juízo próprio um lance que você, moço educado, musico talentoso e gente bonissíma talvez não concorde mas deixarei aqui meu pensamento pra você comentar; Se o Caetano Veloso fosse um cara legal ele seria um Skywalker??
PEDRO BIZELLI : Não, mas os Skywalkers teriam muito prazer em acompanhar o Caetano Veloso. Só que eu não sou neguinha, sou negão mesmo. E o Caetano é sim um cara legal, pô. Eu me divirto com tudo o que ele faz. Mas ele acha que ele tem de ficar se explicando o tempo todo, pra ele mesmo e pra todo mundo desde os anos 60. As vezes parece pedantismo, mas é só confusão ou a pura verdade... ou talvez marketing.Vai saber... Por que a gente tem de compreender tudo? Ou não? Caetano, estamos esperando por você! Sério! CIDADÃO DO MUNDO : Que poderemos esperar para o show de vocês desse sábado? Alguma novidade?
PEDRO BIZELLI : Sim, pelo menos metade do set de músicas novas! CIDADÃO DO MUNDO : Bizelli meu caro, muito obrigado pela entrevista e pala atenção dispensada a esse perguntador impertinente e Palmeirense...
PEDRO BIZELLI : Só não perdôo o palmeIrense... Mas quem é perfeito? Abraços!!!!
Confira a nova página dOs Skywalkers no Myspace: http://www.myspace.com/osskywalkersbanda
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Frank Zappa, PALMEIRENSE e filho de dona Claudete. Escreve nesse blog, suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. E fomos informados que o elemento se enfiou em baixo da cama com uma garrafa de tequila e com o ipod cheio de Sir Lord Baltmore para fugir das obras de sua casa...
Escrito por Marcelo Mendes às 16h18
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SABADÃO NO CIDADÃO:

Escrito por Marcelo Mendes às 12h17
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NA MÍDIA E NO CIDADÃO DO MUNDO; Os Skywalkers tocam em nosso palco dia 28/06

capa do cd Zen Macumba...
No próximo sábado é dia dos Skaywalkers botarem São Caetano pra dançar... Com o ótimo cd ZENMACUMBA, discaço bem recebido por público e critica, a banda vem para o Cidadão do Mundo com todas as suas "Cores De Domingo" e com toda a malemolência do "Papo Furado Com Irene. O show é sábado dia 28/06, começando as 22:30 e varando a noite com a MISST@KE fest, contando com a discotecagem do Dj Tadeu e Da Gringa. E para quem quiser dar um confere nos Skywalkers hoje tem um bom apareitivo e em tv aberta...
Nessa segunda-feira ás 22hs rola uma matéria que Os Skywalkers gravaram para o "Todo Seu", programa do Ronnie Von na TV Gazeta. Um especial sobre o fatídico ano de 1968 que vai rolar toda semana e começa, claro, com música. O Skywalkers que participarão de um tributo ha época interpretando duas músicas, "Anarquia" e "Canto de Despedida". darão entrevista com o Pedro Bizelli (vocalista) mais Flávia Durante, produtora do tributo. Bom... Agora é com vocês...
Escrito por Marcelo Mendes às 15h59
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BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

PASSIONAIS MC´s OU COM VOCÊS, ANTÔNIO MARIA
Ciúme, o inferno do amor possessivo, como naquele filme francês. Ciúmes, ciúmes de você, como na lírica do Rei Roberto.
Já vi de quase tudo em matéria de barraco. Vi, vivi, e confesso que bebi e quebrei, controles remotos, óculos no teto, como um castigo imposto pelos deuses gregos... ceguei-me, como aqueles malucos de Shakespeare, sapatos aos mares, Ieman
já, por favor devolva-me, era um legítimo couro de lagarto vulcânico!
“Tenho ciúmes até, da roupa que tu vestes”, como na canção das antigas.
Mas, distintas damas & cavalheiros, nunca tinha visto nada comparável ao ciúme do Maria, Antônio Maria, pernambucano, letrista, radialista, narrador de futebol, cronista, o cão do sétimo livro.
Da turma rara dos passionais MCs _Mestre de Cerimônias do amor de muito, do amor demais.
Rubem Braga era grande, mas perdia tempos com sabiás, Maria não, ia direto às duas coisas que interessam na curta existência: a boemia e as mulheres.
Maria morreu disso.
De tanto amar.
Tinha ciúmes até da televisão, como contou Danuza.
Achava que os atores ou apresentadores estavam a flertá-la. Tinha ciúmes dele mesmo, da própria sombra rechonchuda, mais de 100 kg de sentimentalismo, lirismo a correr nas veias carregadas de álcool, possessividade e colesterol.
Nunca se sabe por qual motivo uma mulher deixa um mancebo por outro. É algo mais misterioso do que a Santíssima Trindade, os milagres de Fátima, nada óbvio como nós hombres, feridos no ego de macho, imaginamos. Perguntamos ao pó, ao cachorro engarrafado, ao mendigo com barbas de profeta... e ninguém nos responde à altura.
Você ai, bonita, inteligente e gostosa, saberia dizer o motivo de ter sido deixada?
E olhe que homem quase não deixa, sempre demora, sempre tucaniza no amor, haja muro, adia, cofia a barba das interrogações, acumula as costelas no bafo da falta de coragem e outras vergonhas na cara.
Nunca se sabe por qual motivo uma mulher deixa um homem por outro. Pode ser por qualquer coisa. O mais são teses e objetos pontiagudos que o destino nos prega na fronte, como diz o compadre Marçal Aquino.
Ah, as dores do mundo.
E o velho Maria morreu de quê?
Do coração, claro, pouco mais de 40 anos. E digo mais: ninguém morre do coração por problemas congênitos ou falta de regulamentos na vida, como chegaram a dizer à época.
Só o amor de verdade mata um homem forte como aquele. Gordura e estrago nunca mataram ninguém nessa vida, o mais são frios, discutíveis e garranchosos diagnósticos médicos.
Morreu de ciúmes, esse veneno assassino, ou quase.
XICO SÁ é Escritor, Jornalista e Santista. Colabaora nesse blog todos os domingos com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES. Noticias últimas nos informa de que o cabra foi visto numa roda de coco na companhia de Pasolini e Charlote Rampling...
Escrito por Marcelo Mendes às 11h31
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LAP IN THE VOID; Por Daniella Samad
 
AMOR NA ERA BUSH
Neste dias, assisti a dois filmes que falam a respeito dos relacionamentos humanos e de quão louca, (ou normal??), podem ser estes...
Trata-se de "The Night Porter" ( 1974, da ótima diretora italiana Liliana Cavani, com excelentes performances da linda Charlotte Rampling e de Dirk Bogarde); este se passa na Viena pós Segunda-Guerra e discorre sobre a relação do torturador nazista e sua torturada, um sado-masoquismo que se estabelece entre estes. Afora o lindo enquadramento da camêra "torta" e as performances de balé e "dança-fetiche" de Charlotte .
Já "Cassandra's Dream" de Woody Allen (2007), discorre sobre as relações familiares, a ambição. Fico chocada em pensar como as relações são movidas por interesses, a falsidade, a dissimulação. Ninguém mais hoje é 'normal', todos revelam lados violentos, possessivos e destruidores. O bom e velho sonho do amor e uma vida tranqüila rodeada de filhos esvaiu-se. Mas também oras bolas, eita vidinha chata e monótona....haha.
Estes padrões não cabem mais nas estruturas infladas e implodidas em meio à um século em queTorres caem, pessoas são atiradas de janelas, outras picotadas e embaladas....
O amor é já, outro; as pessoas se canibalizam, comem, destróem-se e se regurgitam. É a escatologia do amor romântico.
Viva a doidice e insanidade destas obras que nos fazem pensar a respeito disto tudo. Obrigada Woody e Cavani!
BLOG DA DANI: http://southamericanwaygirl.blogspot.com/
DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. Segue sua estada em Paris; Agora, sai regularmente todas as noites com Paco Rabane e Yves Saint Laurent pelo improvável Pigalle...
Escrito por Marcelo Mendes às 11h59
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BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES; Big Mama Tornthon

Quem me conhece sabe da minha ligação e dos milhares de porquês eu evito falar de Blues... Blues é algo que vai muito além de um estilo, um gênero musical. É um estado de espírito ímpar. É o veneno que cura a dor. O silêncio que precede a catarse e isso não se aprende em institutos, conservatórios musicais nem em polidas aulas de piano. Blues se aprende sentindo...
Tem que querer beijar aquela boca como se fosse a última restante na face da Terra. Viver uma dor como se dela fosse extrair um fino néctar. Transformar a mais impossível das paixões no maior dos amores que o homem pode viver e, na eminência desse dar errado, não pode ter vergonha de chorar suas mazelas com um porre, para vomita-lo depois numa privada de um banheiro sujo. E sem medo:
Nos banheiros sujos da vida nascem os melhores Blues...
E para isso ficar bem claro o BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES traz hoje a Rainha desse sentimento BIG MAMA TORNTHON é a convidada da semana...
Preta, bêbada, doida, encrenqueira, fazia vexame, CANTAVA MUITO dava porrada... A Negona não era o diabo não; Era três vezes pior que ele! Perto de Big Mama, essa tal Amy Whintehouse é freirinha...
Nascida em 11 de Dezembro de 1926 em Montgomery, Alabama, Willie Mae Thornthon pastou um bocado. Ganhava a vida fazendo vodus, um catimbózinho básico para amarrar marido, mandar sogra e sogro para as profunda dos inferno, pagar os Gins que ela bebia em larga escala e afins. Nos anos 40 após um porre homérico, subiu ao palco para cantar antes do show de JB Lenoir. E como esse não era besta, a contratou imediatamente para sua banda. Alguns anos depois lança seu primeiro Lp e sua vida melhora um pouco. Pelo menos as macumbas passaram a custar menos... Mas como o diabo ajuda aos seus que valem pouco, em 1953 ela tem o pulo do gato.
Escreveu uma música que ninguém queria de nome “Hound Dog”. A rapaziada do Blues não quis cantar uma música em que o cara dizia “Você não pode fazer amor gritando feito uma cadela louca”. Azar deles. Elvis Presley quis, gravou, arrebentou e Big Mama viveu pro resto de sua vida de Royalties e Gim. Feliz da vida gravou um disco melhor que o outro e influenciou cantoras como Lena Horn, Aretha Franklin, Gracie Slick e por aí vai.
O BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES Traz aqui o ápice de sua carreira; BALL IN CHAIN de 1968 tem verdadeiras pérolas como Sweet Little Angel, School Boy e Hound Dog na voz dela em uma interpretação alucinada e dinamitante. Agora é só parar tudo porque o Blues vai rolar e não vai ser pouco...
BORA BAIXAR, NEGADA:
BIG MAMA TORNTHON:
http://rapidshare.com/files/122442435/Big_Mama_Thornton_-_Ball_N__Chain.zip.html
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Astor Piazolla, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. As últimas noticias informam que o elemento está dividindo um quarto com Fassbinder na boca do lixo de Santo André para fugir das reformas de sua casa...
Escrito por Marcelo Mendes às 18h23
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SABADO NO CIDADÃO:

Arte: Paula Bauab
Escrito por Marcelo Mendes às 14h24
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SEXTA TEM ROCK AND ROLL NO CIDADÃO DO MUNDO:

Escrito por Marcelo Mendes às 12h15
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ZONA DO AGRIÃO com Madame Saatan...
O Cidadão do Mundo - Arte E Cultura. terá o prazer de receber nessa sexta feira o Madame Saatan de Belem Do Pará. Após 4 anos na estrada, destaque no cenário musical nacional, é a vez do grande abc conhecer os meninos. Para ajudar, chamei a galera para um papo aqui na zona do agrião. Segue abaixo o cunversê...
CIDADÃO DO MUNDO: Todas as vezes que aqui em São Paulo nos deparamos com uma realidade da cena alternativa musical vindo de norte e nordeste nos surpreendemos. Não no Cidadão Do Mundo que preza por esse intercâmbio. Mas falo do âmbito geral; Sempre é uma "descoberta". Vocês vêem essa questão como uma má vontade dos grandes centros? Será que o paulistano não sabe olhar pra outro lugar que não seja a Av Paulista?
MADAME SAATAN (EDINHO) Percebe-se muito mais atenção para as coisas vêm de fora do país, mas isso está mudando aos poucos e o fato de muitas bandas de outras regiões estarem vindo para cá de certa forma força as pessoas conhecerem. Mesmo com a internet o povo ainda procura mais os sites gringos em busca do hype do momento.
CIDADÃO DO MUNDO : Falando nos "gringos", o som do Madame me remete a uma porção de reminiscências do bom hard core americano dos anos 80. Uma estrutura melódica a partir de um bloco sonoro de guitarra e baixo com um vocal muito bem feito da moça Sammliz. Como essas informações chegam até vocês no Norte do País. E como apesar de uma ou outra lembrança, vocês conseguem ser modernos e inovadores principalmente ao vivo?
MADAME SAATAN[sammliz] : A banda tem referências do metal dos anos 80/90, punk rock, blues, mpb e por aí vai, elementos que você encontra em qualquer cidade ou grande metrópole, como é Belém. Apesar de estarmos na selva o nosso principal meio de transporte não é o cipó e a comunicação acontece por sinais de fumaça (risos). Mesmo antes da internet, nos chegavam zines e os velhos vinis. A gente não se preocupa em soar moderno, simplesmente pensamos que a música não deve ter muitas barreiras e todo tipo de referência é válida. E muito obrigada pelo elogio.
CIDADÃO DO MUNDO : Em tempo; Conheço sua cidade, não andei de Cipó por lá nem tive a intenção de uma mensagem dessas sublinarmente. O próprio úmbigo paulistano não se aplica a mim. Sou um Cidadão Do Mundo. Quanto ao elogio, não ha o que agradecer. O fiz porque você é merecedora do mesmo. Senão não o faria. Mas a impressão que se tem é essa? Que o olhar dos "grandes" centros é sempre atravessado?
:
MADAME SAATAN[sammliz]: A gente não fica melindrado com isso, muito pelo contrário, temos muito senso de humor. Quando nos conhecermos, irá compreender a resposta. [risos] Não temos impressão ruim de nenhuma grande metrópole, até agora não enfrentamos olhares atravessados. Nos falaram bastante da hostilidade paulistana, mas, pelo contrário, já fizemos muitos amigos e somos bem recebidos, tratados com educação e gentileza. A receptividade do público paulistano tem sido muito boa, o que atesta a vontade das pessoas em conhecer outras possibilidades sonoras.
Também não to melindrado não... haha. Apenas para ficar claro o esclarecimento... Mas me falem de como é essa cena musical em Belém do Pará
MADAME SAATAN (ICARO) : É uma cena bem diversificada. Somos agraciados por viver numa região com uma riqueza cultural impressionante e isso acaba influenciando em diversos graus o que se faz musicalmente lá. Desde a década de 80 a cidade respira rock, tanto que a primeira banda de heavy metal do Brasil nasceu lá, a Stress, no final da década de 70.
Atualmente não há um estilo que predomine na cena, ela é bem plural. Você encontra desde um hardcore furioso da Delinqüentes, o experimentalismo dA Euterpia, o pop do Johny Rockstar, e as fusões com guitarrada do Cravo Carbono e La Pupuña, e, claro, grandes bandas de metal. O público pode conferir essas e mais de 200 bandas de lá no site www.belrock.com.br [a gente resolve esse melindre tomando uma cerveja ... hehehehe]
CIDADÃO DO MUNDO : Hahaa... Tomaremos... Mas o que vocês apresentarão no palco do cidadão do Mundo no próximo dia 20?
Será o show que vem rodando o Brasil. Claro, com a mudança pra São Paulo e todos morando juntos temos produzido bem mais e algumas novas canções surgiram. Quem sabe uma delas entre no repertório. De qualquer forma, a gente sempre se preocupa fazer cada show com algo especial e para o Cidadão do Mundo não será diferente, estamos muito ansiosos para que chegue logo o dia do show. Será também a primeira vez que nos apresentaremos em outra cidade do estado, o que nos deixa muito animados.
CIDADÃO DO MUNDO : Também ficamos e vocês são muito bem vindos. Esse entrevistador marrento lhes agradece muito pela entrevista e Sammliz; Tomaremos todas dia 20 tá bom, minha linda? Sem melindres...
.
MADAME SAATAN : hauAHuahUAHuahUHA... Edinho, Ícaro e Bernie agradecem também, cheios de marra! hehehehehe A banda toda agradece e até dia 20!
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã Russ Meyer, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas, ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Após os 5x2 que seu Palmeiras enfiou no cruzeiro o elemento segue de porre recitando Descartes na Pompéia...
Escrito por Marcelo Mendes às 10h46
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QUINTA FEIRA SACOLEJANTE EM SAMPA; Nhocuné Soul na área:

Escrito por Marcelo Mendes às 13h45
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BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

TOKIO EM DECADÊNCIA
Em plena crise do salmão chileno, está de volta à praça o edificante espetáculo do sushi erótico. Pânico em SP. Uma mulher nuca coberta de iguaria. Nada mais frugal. E a farra dos carnívoros ao redor
Há uns seis anos atrás, depois de visitar “profissionalmente” uma dessas casas, relatei o nobre costume na extinta e saudosa coluna “Macho” na revista da Folha. Escrevi com o lirismo e a devoção às mulheres que sempre correram nas veias deste passional que vos beija os pés. Chupada pela TV, a pauta virou um sururu dos diabos, sendo responsável por aquilo que os vigilantes da moral e dos bons costumes denominam vulgarmente de baixarias. Sushi erótico x Latininho (no SBT)
Nenhuma gueixa merece aquela condição de távola pornô, mulher barquinho... Esta e outras atrações dos lupanares modernos minam o romantismo da noite. Como os bingos de mulheres ou churrascos que rolam nos inferninhos da augusta, fumacê com cheiro de sauna eucalipto.
Sorte que as boas casas à antiga ainda resistem gaulesamente País afora. E as boas casas de luz vermelha sempre, ontem e hoje, têm nome de mulher, a cafetina-mor, dama da noite. Como a “Casa Da Carmem” em porto alegre, a “Casa de Bete Cuscuz” em Teresina, a “Casa de Odete” no Recife, outra de Maceió cujo batismo me foge e tantos outros bordéis onde o dengo, o bolero agarradinho, o cafuné e o xenhenhem de uma boa rapariga ainda fazem a felicidade dos homens de boa vontade.
HAI-KAI DE TARDEZINHA
Amor na rede
Gozo suspenso
Entre as paredes.
BALADA DO SEMI-ÁRIDO D’ALMA
“Cabelos pretos anelados?olhos castanhos delicados?quem não ama a cor morena/morre cego e não vê nada” E Volta Seca, cangaceiro do bando-mor lampirônico e sangrento, concluía a sua balada para uma cabocla matadora, por quem rastejava como o mais desalmado dos répteis do Raso Da Catarina, o maior deserto semi-árido do mundo: “Se eu soubesse que chorando/empato a tua viagem/ meus olhos eram dois rios/que não te davam passagem.”
XICO SÁ é Jornalista, Escritor, Comanche e Santista. Colabora semanalmente neste Blog com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES com textos sempre aos domingos. E as ultimas noticias informam que o mesmo foi visto num bar da Rua Mauá, tomando fernet e ouvindo Benvenido Granda na companhia de Serge Gainsbourgh e Susan George
Escrito por Marcelo Mendes às 18h52
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LAP IN THE VOID; por Daniella Samad
A ERA DA FRAGILIDADE:
Hoje a tela do meu celular queimou, ficou toda azul e eu surtei! Em linguagem para não leigos tive de ouvir "Senhora o display do seu celular queimou!" Meu deus, como ficamos reféns desta maquininhas irritantes!!!!Sou de uma "era" em que os aparelhos telefônicos eram de disco, e tinham longos fios que os ligavam às paredes e minha mãe vivia se queixando que eu saia pelo apartamento com este enroscando-me: "O fio vai arrebentar, Daniella!!"; os televisores de seletor e tinha aquela maldita antena em cima que ficava caindo e a imagem era péssima, eu via o Chacrinha através de 234 linhas horizontais tremidas, e assistia os capítulos de "Dancin Days" escondida, no quarto da empregada; pois minha mãe me proibia. A gente tinha que virar o vínil na vitrola para poder continuar a ouvir o lado B. Mas as coisas não quebravam. Lembro que a geladeira vermelha durou uns bons 30 anos. Era feliz e não sabia!
Maldição , hoje em dia os ditos "bens duráveis", não duram mais que 6 meses, o para choques do carro é de plástico, a geladeira enferruja em 2 anos; até os peitos são de plástico e nem quero imaginar o que mais vai ser de plástico em breve.....este é o segundo celular do ano que ao cair no chão "PUF" queima, e o pior é que você vai tentar pegar outro na operadora e tem um maldito plano de permanência que não te permite retirar outro , e os seguros nem pensar pois eles cancelaram em função de fraude....como assim??? Qual a vantagem de nós pobres consumidores que pagamos contas mensais altíssimas quando a meleca dos aparelhos sofrem a ação da gravidade e lambem o chão não temos nenhum seguro que os cubra?? Para piorar tudo, tive de levar uma bota que usei umas boas 10 vezes no sapateiro porque a sola e o salto, efemêros, claro, já foram para o espaço....ainda estou de TPM, e a semana já começou urucada, com as coisas queimando e nada andando.....como diz um amigo meu:"Puta que........Batman!!!". E viva a Irina Palm, filme que vi, no feriado, em que a personagem ainda vive na "era da manualidade " e do toque, hahaha!! Pior de tudo é que , como já disse o filósofo, Zygmunt Bauman, vivemos nesta "Era líquida" em que as relações são efêmeras e superficias....ó deus, nem isto nos gratifica! Será que em breve terei de substituir um homo-sapiens masculino por um Robô?? O pior virá se este der "tilt"; será que a assistência técnica cobre ou terei de joga-lo do lixo e ficar feliz com o lema : "A fila anda...." ???
BLOG DA DANI: http://southamericanwaygirl.blogspot.com/
DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. As últimas noticias avisam que a musa foi vista com Danuza Leão e Yves Klein em busca de uma cerveja gelada na Augusta...
Escrito por Marcelo Mendes às 12h11
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BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES; Stackwaady

Então vamos falar de rock. Bem... Eu tenho amigos que já me causaram irritações homéricas ao definir um blues que não era BLUES, ou, um rock que não fosse o Status Quo como “Hard Blues”. Outra balelada... Isso não existe. Esse termo é mais inapropriado que o Jorge Preá no meu Palmeiras. Não existe “meio blues”, ou um “quase rock and roll”. E para deixar bem claro o que é o tal do rock and roll o Bau de Receitas Para Desafinar o Coro Dos Contentes, traz hoje STACKWADDY. Esse bando de ingleses malucos são os convidados dessa semana...
O ano da graça é 1965, subúrbio de Manchester nos loucos anos da Inglaterra. Faltava um ano para o CREAM do Eric Clapton, Baker, E Jack Bruce deixar o mundo besta com suas porradas sonoras. Os Beatles já não tocavam mais ao vivo mas faziam o diabo em seminais discos de estúdio. Rolling Stones viviam sua golden age com uma pedrada melhor que a outra. E uma porrada de coisas boas viviam nesses estertores da cena inglesa. Havia Chicken Shack, Yardbirds, Fletwood Mac ainda com Peter Green, Small Faces, The Who, os Bluesbakers de John Mayall, os Animals... A Inglaterra era o lugar para se estar nos anos 60.
Nessa esteira, um bando de desocupados se conhecem na saída de um reformatório após uma tentativa frustrada de roubo de alguma coisa. E como diria o amigo Carlão,” banda de rock boa não se forma no grupo de coroinhas, com garotos de boa índole...” Os moços de reputação duvidosa, se conhecem, se falam, decidem roubar uns instrumentos e passam a ensaiar informalmente até que surge em John Knail e Mike Sttot a vontade de montar uma banda para participar do BUXTON BLUES FESTIVAL em 1969. Era o começo de uma das mais peculiares bandas da cena do Britsh Rock Sessentão. Os STACKWAADYS estavam preparados pra causar...
Após ótima repercussão de suas aparições ao vivo abrindo shows para Savoy Brown, Slade, Stones, vem o convite para a gravação de seu primeiro disco. ROADRUNNER em 1971 é um PUTA DISCO DE ROCK AND ROLL. Começa pela potente voz de Knail, bêbado de álcool e de influencias negonas que tomavam a Inglaterra, ele arrebenta em faixas MONTBALL e KENTUCHY. Mais Mike Sttot sentando a porrada nas guitarradas que fazia deles, uma banda altamente pesada e muito diferente para a época. Daí a dúvida na cabeça dos amigos; “É hard blues... É blues power... É Hard Rock... É O FORRÓ DE SÃO JOANINHA EM CARUARÚ! Que diacho! Novamente Carlão; “Isso é Rock do queixo duro, forte, bom...” Pois é. Ou como disse o outro:
Isso é apenas rock and roll. E dos bão!!
Bora baixar, negada:
LINK PARA STACKWAADY : http://rapidshare.com/files/120416230/Stackwaddy.rar.html
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Son House, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora aqui com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. E após um bate boca o elemento foi enviado ao inferno e devolvido em seguida. Justificativa do diabo; "Ele é pior que eu!"
Escrito por Marcelo Mendes às 21h18
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shows da sexta 13;

Escrito por Marcelo Mendes às 14h04
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ZONA DO AGRIÃO I com Ricardo Carlaccio falando do lançamento de seu livro no Cidadão Do Mundo...

Nesse sábado na 4º edição do CIDADÃO DO MUNDO ARTE E CLUBE terá o prazer de receber o escritor Ricardo Carlaccio que está lançando seu livro A ULTIMA FICHA DA JUKEBOX. Para falar dele e de mais outras coisitas, trago ele aqui também na Zona Do Agrião. Com vocês, o Escritor:
CIDADÃO DO MUNDO : Somos um país de mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, 200 milhões de habitantes e... pouco mais de 1000 livrarias contando com shoppings centers, estação de metrô e sabe mais lá o diabo onde tem livro pra vender. Tomando por base esses números, será que é o Brasileiro que não gosta de ler? Suponhamos que eles gostem, vai comprar livro na onde? Na macumba? Mesa branca? Será que esse mercado editorial não é um lixo?
RICARDO CARLACCIO : Livros até no caixa do pão de açúcar tem pra vender, né Marcelo, mas é sempre a mesma bosta: zíbia, dan brown, o catador de pipas e essa baboseira toda (esses hits impressos, com uma capa brega pra caralho). E é isso que a maioria lê, brasileiro lê pra caralho, mas só lê besteira. Daí o que sobra pra poesia e ficção é aquele espaço mínimo nas prateleiras da maioria das livrarias. Sobra uma ou outra, tipo a livraria cultura, que tem uma quantidade boa de ficção, mas o preço não ajuda muito. Livro ainda é um troço muito caro. A L&pm edita em pocket uma caralhada de coisa legal com um preço bacana, mas não publica ninguém novo e quando se propõe a fazer não quer saber de pagar pro autor nenhuma merreca. A coisa tá melhorando devagar. Algumas editoras bacanas estão surgindo e publicando caras novos, mas a distribuição ainda é muito ruim. Talvez a Dona Nena tenha a solução.
CIDADÃO DO MUNDO : Escritor no Brasil sofre. É um obstinado que infelizmente não nasceu pedreiro, mecânico, dentista ou puta. Porque todos esses tem um mercado de trabalho melhor que o nosso. Aqui é um pavor. Você é um cara que dribla com genialidade o maior problema que temos que é o de publicar e distribuir a Obra. Como se da seu trabalho comercial, Ricardo? É tudo no corpo a corpo com você vendendo sua obra ou rola mais outras opções para teus leitores?
RICARDO CARLACCIO : Pra mim sofre o herói que acorda seis horas da matina e demora mais duas pra chegar no trampo. Gosto muito quando o Buk diz que só começou a escrever pra acordar depois do meio dia. Sofre aquele que opta por fazer um troço só pra ganhar grana, aliás se tiver o mínimo de sacação sofre, se não, vive rindo que nem uma hiena e pagando de magnata enquanto a mulher torra todo seu dinheiro no cartão e depois vai dar a buceta prum vagabundo bom de cama ou pra quem tem mais grana. Daí o patife vai sofrer de dor de chifre. Todos os meus livros, 99,9% deles foram distribuídos no mão a mão. Começou assim e já rola uma tradição do leitor comprar de mim mesmo. Como eu tô no quinto pocket , o cara tá lá no bar bebendo uma e esperando eu chegar com uma publicação nova. Pelo menos metade dos livros são vendidos pra quem já leu os anteriores. Funciona legal por causa do lance do preço, eu publico livros baratos, custa cinco pilas. Talvez se eu publicasse um livro de vinte paus seria diferente. Ainda rolam os blogs, por exemplo, no blog Vadias de James Brown eu publico um conto pornográfico por semana e é só o nego baixar lá e ler.
CIDADÃO DO MUNDO : Sua literatura é forte, tensa, realista, crua e bela. Em A ÚLTIMA FICHA DA JUKEBOX você segue a linha de seu DRINK NO BUNKER, ou encontraremos alguma novidade? Ainda falando do maldito mercado, será que escritores como eu e você temos espaço nesse filão, nessa maçonaria maldita? Como tu encara essa situação?
RICARDO CARLACCIO : Continuo falando de solidão e fracasso na "última ficha", mas a diferença do Drink pro novo tá no humor negro, no lirismo. Os protagonistas do novo livro estão menos no limbo, são mais desertores, lembram mais uma espécie de Terence Hill e Bud Spencer urbanos. Quanto ao espaço, se a gente pensar em coisas do tipo academia brasileira de letras, ou um texto nosso numa prova de vestibular, ou ainda o Milton Hatum ou o Wisnick teorizando sobre o que a gente escreve no café filosófico da tv cultura, acho bem difícil que dêem esse reconhecimento mainstreen pra gente, mas essa não é nossa praia, nos comportamos muito mal pra ocupar esse tipo de espaço, jamais fazemos a lição de casa e não usamos pantufa no inverno e ainda por cima adoramos gibis, e esses caras não gostam de muita bagunça.
CIDADÃO DO MUNDO : Na sua ULTIMA FICHA DA JUKEBOX as possibilidades de prêmio são boas?
RICARDO CARLACCIO : Pô Marcelo, premiação. Seria legal, mais pela grana, do que pelo reconhecimento. Se eu ganhasse uma bufunfa ia pagar Jack Daniel's pros amigos. Mas eu nunca dei muita bola pra isso, só devo ter participado de uns dois na vida. O barato é nunca escrever pensando nesse tipo de coisa. Se vier legal, gastamos a grana e é isso. Ou como diz meu brother MaickNuclear: "É uma boa oportunidade pra ficar cercado de vagabundas durante a fama."
CIDADÃO DO MUNDO : Ricardo Carlaccio, muito obrigado pela atenção que dispensa a essa coluna e a esse teu amigo. Você bem que merecia um entrevistador melhor mas por hora, o que sobrou foi eu mesmo... Obrigado véio
RICARDO CARLACCIO : Não fala merda, Marcelo. Que estória é essa de entrevistador melhor, essa entrevista foi do caralho, teus textos são do caralho e tu é um dos caras que mais manja dos escribas que eu conheço. Grande abraço marcelão.
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Hanna Shygula, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora aqui nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Ultimamente, anda em casa trancado lendo Skinner, ouvindo Zappa e acendendo vela para o seu Palmeiras...
Escrito por Marcelo Mendes às 11h47
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ZONA DO AGRIÃO II ; Fabiana Strambio e o Cidadão Arte E Clube

CIDADÃO ARTE E CLUBE é um dos meus xodós. Afinal de contas é raro encontrar no Grande Abc um lugar que abre espaço para as artes, todas elas, música, cinema, teatro, literatura, fazendo disso algo permanente, uma grande festa onde todo mundo (Eu falo todo mundo MESMOOOO) pode chegar que é bem vindo. Acompanhei a coisa desde o embrião. Das primeiras conversa até hoje, quando o evento vai já para sua 4º edição. Fico muito feliz em trazer aqui para ZONA DO AGRIÃO essa mulher muito minha amiga e muito guerreira para falar de nossa festa das artes que vai rolar nesse próximo dia 14, as 20:00h no Cidadão Do Mundo. FABIANA STRAMBIO é a convidada da Zona Do Agrião.
Um tapete vermelho e uma garrafa de Montrachet para saudar a Condessa Da Rua Rio Grande Do Sul. Abaixo, nossa conversa e um pouco da classe dessa mulher chique aqui nessa réles coluna...
CIDADÃO DO MUNDO : Vivemos num país onde as políticas de incentivo à cultura são umas vergonhas, onde o governo federal entende que "cultura é luxo" ou algo "não fundamental". No ABC então é pior. Santo André vive o ápice dos botecos da rua figueiras e são caetano, o "culto à Avenida Goiás". Porque ainda assim você "teimosamente" quis fazer o Cidadão Arte e Clube, nobre Condessa?
FABIANA STRAMBIO : Prá falar em termos institucionais, porque eu vejo que existe uma demanda, mesmo que pequena, para outro tipo de " diversão". Não foi sempre esse nosso discurso ? Porque eu acredito que o Cidadão do Mundo pode e deve abrir espaço para os artistas trocarem experiências num ambiente informal, somar idéias, revoluções e pirações. Ninguém vive sozinho. Os escritores às vezes teimam em trabalho solo, mas a literatura está em toda parte, no cinema, no teatro, na música, até na TV !!!! Por que não numa festa ? Assim temos também uma boa desculpa prá fazer uma balada enriquecida com vitaminas e ferro.
CIDADÃO DO MUNDO : Falando dessa balada, desde o principio, das primeiras idéias do CIDADÃO ARTE E CLUBE isso foi o que mais me pilhou. Isso e o fato de você ser a pessoa certa para encabeçar a parada... Mas porque então sempre se tem aquela idéia besta, vitoriana, antiga e chata pra burro que uma festa literária, teatral, cinematográfica e afins, tem que ser com um sarau chato e insuportável? Estamos na contramão?
FABIANA STRAMBIO : Sim, estamos na contramão e não é de hoje. Pena que já tem a anti FLIP !!!! Mas, de boa, tenho visto outras propostas pipocando por aí. Na Roosevelt, no Barco, no CEP 20000, no Rio, em outros espaços. Sei que o ABC é um desfio de Hércules, mas se a gente existe, porque não acreditar que com um pouco de paciência, perseverança, a gente consegue criar um núcleo aí nas letras ? A gente tem tudo, o espaço, as cabeças. Não podemos ser reféns de um academicismo insuportável que só levanta a bola de quem já ta no alto. NADA DE SARAU !!!! Sabemos que escolhemos um pseudo-deserto prá atuar, mas é aí que nasce a necessidade. São Caetano é seqüestrado por essas imbecilidades. Vai ter show do Calypso, cara ! Sabe quanto dinheiro público vai numa palhaçada dessas ? E a gente contando moedinhas ... Ai, como é bom teimar ...
CIDADÃO DO MUNDO : Falando em teimosia... Você além de psicóloga, revisora das boas é ótima atriz. Quantas vezes devo insistir para que no Cidadão Arte e Clube a senhora faça um mísero monólogo que seja para desfrutarmos de todo esse teu talento?
FABIANA STRAMBIO : Acho que agora só falta ter um texto bacana nas mãos. Sinto saudade da madeira dos palcos vagabundos. Adoro aquele nó na goela do antes. Vamos pensar, vamos pensar ... (mmm, a diva !)
CIDADÃO DO MUNDO : Ah mas tu és... Agora falando em texto; Escritores são uns bichos estranhos. De vez em quando a gente inventa umas crisezinhas burguesas sob o pretexto da criação ou coisa que o valha... (As vezes é frescura mesmo...) Como podemos quebrar essa deficiência que é o agregamento de cabeças pensantes na área? Você deu alguns exemplos acima. Mas rola mesmo o intercâmbio? Ou morreremos em "específicos?”
FABIANA STRAMBIO : Olha, acho que não dá mais prá classificar nenhum artista só pela forma de sua expressão. Esses limites estão caindo. Não existem ESCRITORES, MÚSICOS, ATORES, com letra maiúscula e que significam um determinado comportamento. Ta, escrever é solitário, mas quem escreve quer ser lido, visto, ouvido. Ou não ? Então ou espera-se um milagre comercial que possibilite a publicação em massa dessa galera
ou eles têm que aprender a ampliar a conversa. Tem que ler, atuar, tocar, cantar e sapatear, trocar com outras linguagens, com outras pessoas. Tem muita gente fazendo isso. Só queria que passasse a acontecer por aí, também. Meu delírio de grandeza resume-se a ajudar os criadores prá que isso aconteça. E um iate com champagne, claro. Que ninguém é de ferro !
CIDADÃO DO MUNDO : Mas você é chique... por isso tenho orgulho de você! Minha Condessa, o que teremos nessa 4º edição do Cidadão Do Mundo Arte E Clube? E quem diria que chegaríamos no 4º hein amiga? Um dia o pequeno-Grande Abc acorda... Mas diga lá; O que apresentaremos ao povo, Condessa Strambio?
FABIANA STRAMBIO : Teremos exibição dos curtas produzidos pelo MaicknucleaR, um escritormúsicopoeta e agora cinematógrafo que vale muito a pena conhecer. Um poço de referências muito bem utilizadas, arriscaria dizer que esse garoto é genial ! Além de um puta brother que dá a maior força prá todo nosso movimento. Tem os meninos da poesia maloqueirista apresentando um show com música e poesia, o Experimento Prosótypo. Depois temos o lançamento do livro novo do Ricardo Carlaccio, sua quinta publicação independente, mandando ver numas leituras bacanas acompanhadas pelo digníssimo Maurício Verderame, do Mahalab. Fechando a night, o Fábrica de Animais, liderado pela atriz Fernanda D´Umbra ( essa sim uma autêntica DIVA), blues, jazz e soul de primeira. Tá bom ou quer mais ?
CIDADÃO DO MUNDO : Ta ótimo! E você percebeu que faço de tudo para não parecer no programa né? haha
FABIANA STRAMBIO : Você é modesto demais, seu moço. Tu és nosso escritor residente. Isto significa, entre outras coisas, que a casa é sua e o palco é seu lugar. Você não ia aprontar um blues com o Luiz ?
CIDADÃO DO MUNDO : Aprontaremos eu e Luiz Couto meu amigo e comparsa com o maior prazer do mundo a segunda apresentação do KATLHEN TURNUER OVERDRIVE. To melhorando Condessa, to melhorando. Até da tremedeira...
FABIANA STRAMBIO : Ah, mas sem a tremedeira num tem graça !!!! A gente só faz essas merdas todas prá sentir o esôfago contorcendo. Esse é o barato. Temos então um Marcelo Mendez na programação !!!! Êba !!!
CIDADÃO DO MUNDO: É... você terá que me agüentar de novo, amiga... Mas Fabiana Strambio; Eu tenho muito pouco do que me orgulhar nessa minha vida fácil. Algumas boas baforadas, umas contorções causadas, outras sofridas e dois ou três porres homéricos. Agora, depois de conhece-la, de certo, você entra para lista profana de meus orgulhos. Amo ser teu amigo... Muito obrigado por essa entrevista Condessa...
FABIANA STRAMBIO : Existem poucas pessoas que realmente valem a pena. Mas é que elas valem muito a pena. Somos poucos, mas somos. Longa estrada prá nóis, MM !!! E obrigada você, pela coragem, pelo talento e pelo sangue basco, tão necessário nesses tempos de diet-light ! Amo-te !
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de Allman Brothers PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora aqui com seu BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES e sua ZONA DO AGRIÃO. E ontém após a sapatada que seu Palmeiras levou, o elemento passa a sofrer de "Sport's Deliriuns"...
Escrito por Marcelo Mendes às 11h59
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BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

A ARTE DE CHUTAR TAMPINHAS; ou uma cerva com João Antonio...
O tio flana. Flauner-bandeira-2, sempre depois das oito. O cara la na esquina da augusta, ali na área do novo babilônia, a ingerir a cerveja de canudinho. Desbotado, feição de retrato de pagina policial, pé de página. Todo dia passo, na viagem da arte de chutar tampinhas, mesma coisa. A cerveja de canudinho da noite. como aquilo que me avexa os nervos. Jeito de larápio. E é, diz o balconista. E tira onda c’ as puta, cada onda sem graça. Personagem que desconcentra minha viagem ao fim da noite. Mas logo adiante, nos mesmo derredores, a vida volta a ter punch, com mendigo-punhetinha, sempre expulso da frente das boates. Simplesmente por tudo aquilo que me explica sua alcunha na área. Mira uma puta da sua preferência e goza ali mesmo debaixo do cobertor Paraíba, sábio homem. Só os leões-de-chácara que o chutam. A vida é cara, ninguém paga meia nessa passagem, mas a punhetinha ainda é a grande delicia da graça.
UM HOMEM ‘A CAVALO
Quando enfiei a mão no bolso da calça, encontrei um ovo de galinha. No esquerdo também, outro. Os meus estavam no jardim suspenso de sempre, conferi, sabe-se lá o que não acontece quando a noite eu rondo os bares. Q aurora era aquela meu deus? Não retornava de protesto algum, não lembrava nem mesmo àquela altura, do ditado popular do omelete, não dormira com aves pernaltas, vote. Havia subtraído de uma festa? Tentação de jogar aqueles ovos em alguém, ali no largo da batata. Sujar a camisa limpinha dum burga ou dum plêba. Dois ovos graúdos, rajados, talvez de galinha-capoeira. Bom prefiro não quebra-los. Passo na catraca com jeito. A moça encosta, o boy passa roçando. O evangélico quase. Desço com os ovos salvos na calça. Maria, na cozinha, diz na lata; “seu Francisco, o sr. Não comprou os ovos que eu pedi...” foi aí que os ovos viraram uma linda mágica. Para uma Maria passada. Pena que tinha uma criança em casa.
XICO SÁ é Jornalista, Escritor, Comanche e Santista. Irá colaborar semanalmente neste Blog com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES com textos sempre aos domingos. Por hora o nobre Escritor encontra-se à beira do Rio Capiberibe tomando uma cerveja com casquinha de sirí em companhia De Anouikée Aimée e Rimbaud, todos esperando pelo jogo do Sport na próxima quarta...
Escrito por Marcelo Mendes às 19h50
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LAP IN THE VOID. O Conto Do Amor, por Daniela Samad:

Nestes dias devorei rapidamente o romance de Contardo Calligaris "O Conto do Amor". Muito bom, trata-se de um mea culpa com seu pai, na ocasião em que este falece; uma história de amor do passado deste na Itália de Segunda Guerra Mundial; afrescos, capelas renascentistas e , claro, história da arte, minha paixão. Recomendo a leitura saborosíssima deste!
Vale também a dica do Kunsthistorisches Institut, em Florença, local central no livro; e aqui vai o link dele: http://www.khi.fi.it/en/index.html
Nada como um romance que aborda o romance, o amor e a arte, ambos tratados nos mesmos patamares. Os pentimentos, as caiações que os amores deixam em nós, sendo nós estes afrescos em que camadas se depositam, sobrepõem-se, revelam, apagam, diluem.... Vai aqui uma passagem do livro:
"Na verdade, é assim que eu sou, parecido com este horror barroco, complicado sem necessidade, pomposo, falsamente elegante e, sobretudo,atormentado. É um tipo de arquitetura que evoca mais Roma que Florença-a Roma papal barroca, a Roma da Contra-Reforma, feita de desejos inconfessáveis, repetidos compulsivamente, culpados e por isso mesmo praticados até a náusea. É a Roma dos bastidores de um poder que goza sem limites e com um falso pudor-que é a pior maneira de gozar.Se a Cappella dei Principi é a Roma barroca, a Sacrestia Vecchia, a de Brunelleschi, é a Florença. A Florença da Renascença. Não é nenhum paraíso; o pessoal também se odeia e se mata, se for preciso, mas vive na luz. Queria lhe dizer que eu venho de Roma e que você é a minha Florença..."
Obrigada Calligaris! E aos amigos: ótima leitura!
BLOG DA DANI: http://southamericanwaygirl.blogspot.com/
DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. E a Reuters nos informa que a mesma foi vista na Tiffany's tomando um chá e ensinando Antonio Banderas a usar uma gravata de classe...
Escrito por Marcelo Mendes às 11h21
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AguaPesada por Fernando Cappelli na ZONA DO AGRIÃO:

Bom... Ao invés de eu ficar falando da banda que tocará no Cidadão Do Mundo nessa Sexta Feira, chamei FERNANDO CAPPELLI para fazer isso e com vocês... Mais uma produção da Zona do Agrião! Segue abaixo o cunversê...
CIDADÃO DO MUNDO: Sempre que me pego aqui com uma banda que toca o que a classe média inventou que chama "classic rock" (viadagem da porra) me vem à mente aquela morbidez que os fãs de rock an roll têm; "elvis não morreu", "John lennon é eterno..." Infelizmente ta tudo morto! Enfim; Como essa questão é vista por vocês. Há esse culto aos anos 70? Tudo que se faz hoje não presta? Como é isso no Água Pesada?
FERNANDO CAPPELLI: Cara, isso é um pensamento bem atrasado e estagnado. É claro que temos de valorizar o que foi feito de bom nas décadas passadas. Todo mundo tem sua bagagem musical e seus momentos de nostalgia sonora. Mas a máquina do rock não pára e está viva! Sempre tem alguma coisa boa sendo planejada, e isso vai bem além do que tentam empurrar nas grandes rádios. O bom rock de hoje em dia é feito de boas idéias e personalidade. E justamente isso que valorizamos no ÁguaPesada.
CIDADÃO DO MUNDO : Quem você entende que vem fazendo um rock and roll que mereça ser valorizado... No Brasil, Fernando?
FERNANDO CAPPELI: Acho que toda banda independente hoje em dia tem de ter seu mérito reconhecido, não importa o estilo. A diversidade musical atual é muito rica e tem muita coisa interessante sendo feita. Mas é preciso encarar a coisa com o maior número possível de requintes profissionais e se organizar da melhor maneira possível. Tem muita gente querendo tocar por aí e os bons lugares estão cada vez mais escassos. No ÁguaPesada, gostamos muito de bandas como Walverdes, MQN, Montanha, Vincebuz, Korova´s Veloccet e outras que sofrem como nós as mesmas presepadas do underground há vários anos (risos).
CIDADÃO DO MUNDO : Hum... E essa cena independente dura até quando como tal? É independente por ideologia? A postura alternativa resistira a cifrões e vários zeros no contracheque? Até quando a alternativa é postura ideológica, até quando isso é falta de opção? Diga-me lá...
FERNANDO CAPPELLI: Acho q o grande sonho de todo mundo que tem banda é viver de música. Eu, por exemplo, sou jornalista há vários anos e trabalho todos os dias até tarde, em jornal diário. Seria o máximo acordar todo dia e só ter de me preocupar em afinar minha bateria, tocar da melhor forma possível e ainda ser pago para isso. Mas aqui no Brasil é bem complicado. O grande problema daqui é ter de abrir concessões e precisar mudar totalmente seu tipo de música para agradar ao mercado do ‘rock pirulito’. Acho que a ideologia da cena independente sempre vai existir e não há nada de mal em movimentar cifrões. Aquela ideologia mais pura dos independentes sempre vai existir. Mas hoje em dia já está mais organizado e tem de gerar cifrões mesmo. Desde que seja bem planejado, não há problema quanto a isso.
CIDADÃO DO MUNDO : Para Sanar alguns problemas o Cidadão Do mundo tá aí. O que vocês trarão para nosso palco nessa sexta feira? Novidades? O que podemos esperar do Agua Pesada?
FERNANDO CAPPELLI : Opa, com certeza. O Cidadão é um dos lugares que sempre vale a pena investir para fazer um som. No show dessa sexta, vamos tocar apenas músicas novas, do nosso novo álbum, o ‘999’, que acabou de ficar pronto. Na verdade, esse vai ser o primeiro show depois que terminamos a masterização, lá na Pompéia, em São Paulo. Por isso, estaremos empolgados e bem afim de tirar o ‘mofo’ de estúdio. Vamos tocar a ‘Olho do Furacão’, uma pedradona que abre o álbum, além da experimental e soundgardeana ‘Ferro-Velho Zen’, a instrumental ‘Adrenochrome’, que é ‘mezzo stoner, mezzo psicodélica e algumas outras.
CIDADÃO DO MUNDO : Bom... Espero por você lá para tomar umas cachaça. Fernando muito obrigado pela entrevista e até sexta...
FERNANDO CAPPELLI : valeu, Marcelo. Obrigado você pela oportunidade e pelo espaço aí na casa. estamos juntos, sempre! Até lá e grande abraço a todos.
MARCELO MENDEZ... Bem, todo mundo que le esse blog sabe quem é essa mala!
Escrito por Marcelo Mendes às 16h35
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BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES; Kenny Dorhan

Dizzy, Parker, Miles, Bud Powel, Lester Young, Max Roach, Bem Webster, Horace Silver... Todas as benditas vezes que vamos falar de Bebop, (ou de jazz, mesmo que genericamente), esses são os nomes citados. Corriqueiramente nego fala; “Ce já ouviu aquele som do Dizzy?” ou; “E aquele do Bird??” Como se o cara fosse o mais íntimo primo, ou parceiro de boteco... CHARLIE PARKER é o nome do cara, pomba! Mas disso falo outra hora...
Agora eu quero falar de um nome fundamental para a história do jazz que pouca gente conhece ou, quem conhece faz questão de “esquecer”. KENNY DORHAN é o homem do Baú De Receitas:
Dorhan, nasceu Howard McKinley em Fairfield, Texas no ano da graça de 1924. Por um desses motivos não muito cristãos, uma moça de comportamento duvidoso do Brooklin deu-lhe esse nome Kenny Dorhan e os porquês não vem ao caso... Mas com essa alcunha, Dorhan que começou a vida musical como pianista, tornou-se uma dos mais requisitados músicos do bebop.
Musico de técnica apurada e espontânea, sem frescuragens e pirotecnias, Dorhan fazia o satanás por todas as escalas melódicas possíveis e imagináveis, com uma fraseado muito rápido e quebrado que resultava num ritmo alucinante. Passou por bandas de caras como Dizzy Gillespie, Billye Eckstine, Lionel Hampton, Mercer Ellington, Charlie Parker e toda a fina flor do jazz
Em 1955 entra para o seminal JAZZ MESSENGERS de Art Blakey substituindo Clifford Brown e de lá, só sai para montar seu próprio grupo e botar em prática suas idéias concretas e inovadoras para o trompete em 1957. E esse BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES os convida para conhecer um dos discos mais emblemáticos de sua carreira; UNA MAS DE 1963.
Além de Dorhan, a banda conta com Joe Henderson, Butch Warren, Herbie Hancock e Anthony Willians. Ta bom pra você? Não sabe? Segue aí o link e uma ótima chance descobrir.
Portanto bora baixar, meus bons...
KENNY DORHAN : http://rapidshare.com/files/92857525/kd1080um.rar
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de João Do Vale, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO (Terças) e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES (Quintas). Informações nos avisam que o elemento foi visto pela última vez tomando um dreher com Marcel Duchanps e Dona Nena Catimbozeira no Bar do Caldinho em pleno Jd. São Roberto...
Escrito por Marcelo Mendes às 10h01
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Sabadão:
Escrito por Marcelo Mendes às 15h20
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SEXTA TEM ROCK AND ROLL NO CIDADÃO:

Escrito por Marcelo Mendes às 13h24
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REVISTA MOVIOLA - ROLO 3
ROLO 3

Nesta edição, a Revista Moviola trata de Cinema e Teatro. Começando com uma entrevista dada por Domingos de Oliveira e Priscilla Rozembaum; um texto de Rafael de Luna sobre o Cinema Brasileiro na primeira metade do século XX; a montagem como separação do Cinema e do Teatro; Renata Mizrahi falando de sua vida como atriz; a difícil relação entre Ópera e Cinema; um podcast Roberto D'Ugo Júnior e sua Música Discreta; as imagens desconcertantes de Rita Melo; e uma entrevista exclusiva com Tião, que venceu a Regard Neuf no último festival de Cannes com seu curta Muro.
http://www.revistamoviola.com.br
e ainda: João Paulo Cuenca; Hunter S. Thompson; Contos; Versos; Odylo Costa Filho; e a continuação da campanha da Moviola Fotografe o seu Cinema antes que ele vire Igreja
Escrito por Robson às 10h23
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BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES; The Meters...

Bom então já que todo mundo me diz que vivo a tal fase nova, de sei lá que parte de minha vida, para não parecer chato vou seguir à risca a boa nova e botar a casa em ordem. A começar pelas minhas colunas...
Há tempos não via uma “cara” para o meu BAÚ DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Pensando nisso, decidi reformular essa coluna transformando-a de fato, num receituário para os leitores da mesma. Portanto, daqui por diante vocês encontrarão aqui uma dica, um texto, um link para que possam, junto comigo, desafinar o tal Coro citado. Então vamo parar com falação e começar logo a coisa... Para estréia do novo formato, THE METERS:
Pois bem... Quem inventou o Funk? Não foi o Mc Catra, nem a Tati Quebra barraco... Também não foi o Silvestre no auge da Discoteca e os Platers, os Temptations vieram antes e não seguiam essa linha musical. James Brown também pegou uma fórmula pronta e dela, com justiça se tornou Rei. Mas aí que ta; A Fórmula já tava pronta. E de quem é a danada?
Bem, como não sou muito chegado num murão vou logo falando de minha opinião para deixar bem puto os “jornalistas sérios”... O THE METERS é o pai da criança. Como diz meu amigo Silvio Lima; “Quando o filho é bonito todo mundo quer ser o pai, né Marcelo?” É Silvião. Mas sabemos que no caso dessa bandaça a coisa é verdadeira.
Formada em Nova Orleans no ano da graça de 1965 por Aaron Neville, grande pianista e vocalista, George Porter Jr. no baixo. Zigaboo Modeliste na bateria e o DADIVOSO Leo Nocentelli na guitarra, os Meters começaram para acompanhar o grande maestro arranjador Allen Thoussent e depois, após essa fase, para meter uma boca aberta na cara da rapaziada do Soul. Afinal de contas, que diabo fazia esses caras?
Era uma fusão louca de blues, soul, country de nova orleans, bluegrass, jazz, que dava ao som dos caras uma sonoridade diferente, uma levada nova que ninguém conseguia definir muito bem. Isaac Haeys foi o primeiro a sacar essas paradas novas e leva-los para uns takes pela STAX. Mas a catarse viria com essa bolacha que coloco aqui para vocês.
CISSY STRUT é o primeiro álbum dos caras e conta com musicas altamente sacolejantes. A partir daí, em 1969 o tal do funk nunca mais seria o mesmo. Todo mundo se ligou nesses compassos e a coisa mudou para todo os anos 70. Bem... Aí vai o linkão pra parada. Baixem e sejam felizes, meus bons...
CISSY STRUT: www.rapidshare.com/files/114856504/_1969__the_meters.zip
MARCELO MENDEZ é Escritor, fã do Nhocuné Soul, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora aqui com seu remodelado BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES e a sua ZONA DO AGRIÃO. Após visita repentina de domingo a tarde, o vivente foi visto de pijama, assistindo um filme do Ody Fraga...
Escrito por Marcelo Mendes às 19h45
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LAP IN THE VOID; por Daniella Sammad

Não quero a felicidade que esta nas coisas. Chaplin foi sábio em seus “Tempos Modernos”, assim como Jacques Tati em seu “Mon Oncle “ e “Playtime”. As máquinas não nos salvam, nos tornam escravos, ciborgues contemporâneos na busca incessante do melhor , do maior, do mais potente e do mais moderno. Não quero “ O MAIS” ! Não quero o Carro com 6 Air Bags, não quero o câmbio Bio Zetrônic sei-lá-oque; o celular que tem câmera de 15 mil pixels, 168 funções, toca música sem parar. Você liga a televisão e a felicidade esta na aquisição de celulares, carros e televisores ( que mais parecem achatados por rolos compresssores). As coisas bastam a si mesmas; o superar-se em funções mega-múltiplas e híper. A internet que navega a milhões de k-bites por minuto; a geladeira que parece uma nave espacial, o assento do carro que esquenta a bunda. As câmeras nos vigiam e supervisionam.Vivemos o "Alphavile" godardiano. As pessoas querem ser famosas e ricas. A ambição e o poder são a lei desta selva. O aparelho de ginástica que perde a barriga por você, o câmbio que muda a marcha por você, o celular que substitui o olho no olho e o beijo na boca. O I Phone que lhe informa tudo, porque você TEM E DEVE estar antenado e sabendo o TUDO AO MESMO TEMPO AGORA. Quero alienar-me, sentir o sol escaldante em minha face.Quero o gozo, a gargalhada, a tristeza, o choro, o ódio, o tapa na cara. Quero ser eu mesma,poder me dar ao luxo de me entregar às minhas inquietudes e expressá-las, transbordar-me. Quero pessoas feitas de carne e osso e não caras botoquizadas ,uniformizadas. Até os protetores solares te impedem de se dourar; porque parece que agora, o sol, tornou-se nosso inimigo. O Refrigerante é ZERO calorias. Tudo encontra-se na capacidade e potência das coisas.O imperialismo do viver igual, consumir igual e deixar-me manipular eu vomito! Os gadjets modernos nos oferecem funções que não temos tempo de sorver. São melhores que nós, que nossa 'falitude'. O Frankstein moderno não me seduz. O sexo já ficou plástico, os peitos siliconados, as pessoas frágeis demais. Umberto Eco disse numa entrevista outro dia: " prefiro ser uma pessoa inquieta ao invés de feliz ", portanto deixem-me sentir incompleta, com partes faltantes e ir atrás deste conteúdo nas noites debruçadas sobre livros, nos cinemas, nas conversar de bar com os amigos, na VIDA ela mesma. Fiquem com suas máquinas, com o egoísmo auto-alienante. Fiquem com as masturbações eletrônicas e me dêem pessoas, paisagens, bichos, toques e relações. Me parece que a fantástica cena em que Barbarella no filme de mesmo nome, faz 'sexo' com um homem pelo simples encostar de mãos após engolir uma pílula mágica, não encontra-se tão longe de nosso presente. Não quero pessoas movidas por engrenages e sim por sangue e hormônios descontrolados bombando nas veias.Não quero ser jovem para sempre, quero poder envelhecer, enrugar-me, sofrer a ação da lei da gravidade. E cada vez mais por aí, eu vejo pessoas MENOS. Elas estão mais fracas, mais medrosas, mais covardes. Mais deprimidas. Pois até sofrer, chorar, não podemos mais, somos obrigados a nos comportar como seres letárgicos e hipnotizados pelos efeitos sedativos da vida e das dores e delicias desta, pelas chamadas pílulas da felicidade. Quero o a superpotência do nada, o VAZIO, o silêncio.
Pode chover agora...
DANIELLA SAMMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. E a Reuters nos informa que a mesma foi vista no Champs Elisés tomando um café com Jane Birkin...
Escrito por Marcelo Mendes às 14h53
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