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Blog do Cidadão do Mundo - Arte e Cultura
 


BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

DE COMO SE TORNAR UM CHATO EM 10 LIÇÕES _SEM MESTRE

I – Pare de beber ou de se drogar. O ex-viciado é um chato-mor por excelência, só perde para o ex-gay _a propósito, três coisas que nunca veremos sobre a terra: ex-gay, enterro de anão e cabeça de bacalhau;

 

II – passe a ser um apreciador dos “bons vinhos”, daquele tipo, afetadinho que cheira a rolha e sente o bouquet... E para acompanhar o “bom vinho” escute uma “MPB de qualidade!” ou um "bom jazz!". Se quiser acender um bom charuto, fique à vontade, lhe cai muito bien.

 

III – tenha um filho e saia por ai a pregar que se trata de um gênio precoce;

 

IV – faça um curso, qualquer um que seja, na Casa do Saber;

 

V – adote o Politicamente Correto, de modo a não suportar sequer alguns mitos em torno dos anões _como a história de que têm mesmo órgãos ajumentados, totalmente fora de sintonia com a natureza verticalmente prejudicada;

 

VI – paute a sua conversa de salão pela capa das revistas semanais;

 

VII - compre um táxi e encha o saco dos passageiros com a sua histeria fascista;

 

VIII – cite o Jabor;

 

IX – compre uma galocha;

 

X – faça listas como esta, faça listas como o Nick Hornby (“Alta Fidelidade”), faça listas de qualquer naipe.  


PAVLOV, LOVE LOVE

sou teu cão e me babo

quando balanças

...o rabo!!!

 

XICO SÁ é Escritor, Jornalista e Santista. Colabaora nesse blog todos os domingos com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES. Nesse instante, encontra-se na escadaria da igreja da Penha, acendendo uma vela para o Santos dele...

 



Escrito por Marcelo Mendes às 18h06
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LAP IN THE VOID por Daniella Samad

ALLEGRO MA NON TROPPO

Hoje pela manhã, como habitualmente faço após acordar, comer meus cereais com iogurte e ler as tragédias da semana na Folha de São Paulo, fui passear com o Chico (meu Duschund de 5 anos),na boa e velha pracinha da rua sem saída aqui do lado de casa.

Chegando lá encontrei um muito do simpático senhor de já seus 70 e muitos anos muito do distinto (ele sempre usa roupas “ton sur ton” , esta sempre alinhadíssimo ), e leva seu cãozinho schnauzer chamado nada menos que Beethoven para passear. Gosto muito de encontrá-lo, e travar conversas matinais descompromissadas... nada como um amigo mais sábio, vivido, distinto e quer saber, se eu tivesse muitos aninhos a mais o paqueraria, ,,,,mas não lembro de seu nome. Ele é síndico do prédio ao lado do Shopping Iguatemi, engenheiro e deve ser aposentado. Ambos moramos perto deste; e sempre papeamos a respeito da tentativa de construção que estão fazendo num terreno que aparentemente esta numa área morta do Shopping, de um prédio para mais 600 vagas de estacionamento; o que acarretaria no bloqueio da vista e de sol de alguns andares do prédio em que o “Senhor-pai-do-Beethoven vive”. É a famosa falta de planejamento urbano que vivemos aqui em SP, onde tudo pode ser comprado, erguido e construído seguindo nada menos que nenhuma lei de planejamento e respeito social ao ser humano que vive nesta cidade. Uma verdadeira Lei de “Deus-dará” !

Mon dieu, em que lugar vamos chegar?? A rua não da conta mais do trafego de carros que lá já existe em função da peruagem que frequenta este shopping em seus mega jipes 4x4 que mais parecem caminhões. Tudo para poderem confortavelmente comprar seus jeans de 1.500 reais....

Por que mais estacionamento? Para que mais carros? Já sabemos que a cidade caminha para um colapso, para uma paralisia total; e continuar a criar estacionamentos que nada mais fazem do que encher de dinheiro os bolsos de “Jereissatis”, e outros nada muito idôneos donos de shoppings centers. Como já foi dito: “Money makes the world goes around”. Liza Minelli, muito sábia, já cantava isto nos idos dos anos 70. E nada mudou,,,,bom, dinheiro e sexo,fazem o mundo girar e girar, como bem sabemos pelos recentes escândalos vindos de nossos amigos da terrinha do Tio Sam,....afinal, tudo se resume em PODER. Poder e mais poder, ganância.

A obra esta embargada,of course! Afinal é chique fazer um charme,,,, claro que daqui a pouco o mega- almofadinha advogado que defende os interesses dos logistas e proprietarios do Shopping irão comprar o juiz e outros envolvidos nesta história, fiscais serão cooptados e mais um prédio de estilo arquitetônico “ decô –eclético- kitsch qualquer- coisa –medonho” se erguerá numa ruinha localizada ao lado do clube Pinheiros e Hebraica.

Oh Shit!!!

Bom, neste momento nossa conversa teve que se interromper, o Chico queria ir embora da Praça assim como Beethoven. Aí notei que havia algo de errado na ‘estampa’ do “pai do Beethoven”, ele estava com um boné, azul, surrado, estranho, nada ornando com a camisa beige e a calça dois tons abaixo e os mocassinos italianos.

Um boné escrito “Harvard”. Foi brochante. Até Chanel surtaria ! Mas tudo bem, dei um desconto, descompasso na composição total, uma vez na vida.... e afinal quem sou que leva seu cãozinho para passear com a velha calça jeans surrada, um par de boas e velhas havaianas verdes já gastas e a a primeira camisa usada do dia anterior?? Perdoei o “Pai-do-Beethoven”.

Afinal ele cuida da vida de um dos maiores compositores de música clássica que já tivemos.

Voltei para casa e enfurecidamente na minha velha pilha de elepês escarafunchei e encontrei: levantei a tampa da minha vitrola gradiente herdada do já findo casamento de meus pais e ouvi:

A nona de Beethoven. Divina.

Aliás, recomendo.

 

DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. Segue seu veraneio na Europa sem ligar aqui para os pobres mortais...

 



Escrito por Marcelo Mendes às 12h04
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FINAL DE SEMANA NO CIDADÃO:



Escrito por Marcelo Mendes às 15h53
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BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES; Isaac Hayes

 

“Se não fechar a nega ouvindo esse som, ou é manco ou é lesado...”

 

Era o que se dizia quando nos saudosos bailes do Club House, rolava o baladão WALK ON BY. Durante anos ouvi essa música com essa única conotação; Musica pra fechar a nega. Até que em 1993 tomei um porre dantesco na avenida paulista e sabe lá o diabo porque, decidi ir até o finado cine vitrine na Rua Augusta. Lá estava em cartaz o filme DEAD PRESIDENTS (Que saiu aqui com uma tradução rrriddiiiiiiiculaaaaaa de AMBIÇÃO EM ALTA VOLTAGEM) dos Hugh brothers. O filme ambientado no harlem americano em 1973, contava as agruras de um jovem negro que vai pro Vietnã em 1969 e volta pra casa sem perspectiva de porra nenhuma quatro anos depois. Cai pro crime, se fode, vai em cana no final e a musica que toca nessa cena em que o pobre diabo vai pra cadeia era exatamente Walk On By. Então passei a ver a coisa de outra forma e para falar disso tudo aqui, o BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES tem a honra de trazer o dono do som.

 

Portanto, senhoras e senhores, moças carolas ou mundanas, coroinhas ou pilantras, virgens ou moças “generosas...” nobres palmeirenses ou aqueles que torcem para o resto... Com vocês ISAAC HAYES.

 

No ano da graça de 1942, exatamente em 20 de agosto na cidade de Convington, Tenesse, nasce o homi. Isaac vinha de uma família pobre, formada por trabalhadores rurais de fortíssima formação religiosa e esta é a principal responsável pela iniciação do elemento na musica. Já em 1947 ele estréia no coro da igreja que a família militava e passa a ter as primeiras aulas de Cravo com seu avô. Aos 11 anos perde o velho e passa a ter de ralar pela vida em trampos de sapateiro, pedreiro, lavador de carro e o caralho a quatro. Nesse período pouca coisa o consolava e quase nada lhe dava alegria. O Manassas Scholl era uma exceção. Por lá teve a chance de estudar canto. De lá saiu aos 21 anos com 7 bolsas, para prosseguir com os estudos. Mas aí ele não queira mais saber de sala de aula...

 

Em 1963 o cara vai com a roupa do corpo e mais 500 dólares para Menphis e por lá, consegue uma audição em uma gravadora. Avaliado, foi então contratado como arranjador dos artistas da tal gravadora que se iniciava. Começava ali a história de Isaac com a Stax Records. Bom...

 

A coisa ficou assim; Hayes tocava em todos os discos que eram gravados ali mas nunca tinha a chance de mostrar seu trabalho. Isso durou até 1967 quando os donos da parada, se cansaram de tanto o amigo Steve Crooper encher o saco e deram uma chance para Hayes gravar um disquinho. O problema é que arrumaram lá um tal de Maurice Carpovski que não deixou o negão fazer nada do que tinha em mente. Por isso, PRESENTING ISAAC HAYES de 1967 não é considerado nem por ele, o primeiro disco de sua carreira. Tomou ódio da porra do disco! Só que como já disse aqui, o satanás ajuda aos seus que pouco valem...

 

Em 1969 a Stax passa por mudanças e é vendida para outro grupo. Ao assumir, os caras pretendiam fazer uma demonstração de força de seu casting. Decidiram jogar no mercado 50 discos de uma vez e óbvio que isso foi uma zona. Acontece que nessa leva, tinha um de Hayes, que acabou passando batido. Oras... com 50 lp´s sendo lançados ninguém teve tempo de vigiar quem quer que fosse e ele teve toda liberdade que queria e desejava para gravação. E não perdeu tempo; Chamou os BARKAY’S para o acompanharem, tomou conta do pianão da sala de cima e aí começa a história de um dos maiores discos da história da Black Music de todos os tempos...

HOT BUTTERED SOUL pode ser considerado de tudo; Um ótimo disco de rock, uma beleza de discos de baladas enfim... Em junho de 1969 ninguém entendia muito bem que danado de som era aquele. Um soul recheado de psicodelia na faixa de abertura WALK ON BY, um funkão sacolejante em seguida com HIPERBOLICSILLABLECSEQUEDALYMISTIC outro soul leve e lindo com ONE WOMAN  e o fecho com a matadora balada de 18 minutos, estilo “vou-te-comer-até-amanhã”... BY THE TIME I GET TO PHOENIX. Pronto; Quatro faixas arregaçantes que mudariam toda a concepção sonora da musica negra a partir de então. E bem... Sei que todo mundo deve imaginar o porque não falei até agora da recente morte de Isaac Hayes. Seguinte negada, o BAU não tem por hábito celebrar mortes, questionar como nego morre, quem fulano comeu, quem deixou de comer... Aqui vale a obra e a de hoje em questão não tem como morrer. Aí é pra sempre. Homenageamos ISAAC HAYES com a sua obra e o linkão ta aí embaixo.

Bora baixar negada!

 

http://rapidshare.com/files/5664119/Isaac_Hayes_-_Hot_Butered_Soul.zip.html

 

 

 

MARCELO MENDEZ é Escritor, PALMEIRENSE fã de Frank Zappa e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Diz que nada de garrafa o apetece e não faz questão de explicar tal colocação sob alegação de que os templários entenderão...



Escrito por Marcelo Mendes às 13h55
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AVISO FINAL por Renato Donisete

NOITE DE FESTA E LANÇAMENTOS NO CIDADÃO DO MUNDO

Numa noite agradável de sexta-feira foi lançado no Cidadão do Mundo o número 23 do Aviso Final zine e a coletânea TRIBUTO AO DZK. Festança com as bandas Chicanos, F.D.S., Excomungados e o homenageado DZK. Na platéia as presenças ilustres do Sukata (baixista dos Garotos Podres), do casal Borella e Duda (Social Chaos), Marcão (programa Rota 77) e da Inaraí e Luciano (Rebeldia Incontida). A festa começou com um pouco de atraso com a banda da Zona Norte Chicanos. Os caras fazem uma mistura de punk rock, hardcore e rap muito legal. Na música que gravaram para o tributo –"Zé da Silva"- contaram com o vocalista Barata do DZK para acompanhar. Finalizaram o show com uma versão inusitada do U2. Na seqüência o F.D.S arrebentou tudo com seu hardcore crust. O vocalista Parmito colocou toda sua fúria para fora no pouco mais de 30 minutos de show. Os caras conseguem aliar técnica, velocidade e agressividade como ninguém. Em tempo: estão gravando material para um breve cd. Já o Excomungados conseguiu fazer seu ensaio ao vivo colocando toda a casa cantando seus hits (?) "Hospícios", "Chocolate" e "Union Carbide". O público não acreditou nas músicas novas e no discurso do vocalista Xinês no início das canções. O cara é um show man! E detalhe: como o baixista não apareceu, eles pegaram um baixista na platéia para acompanhá-los. Punk total! Para finalizar o DZK entrou com o time ganho. Platéia cantando junto todos os clássicos e o Barata, Flecha, Charuto e Makarrão na melhor forma. É emocionante ver o entusiasmo com que eles fazem a apresentação. Por isso o show beira quase 2 horas! Espero que novas festas aconteçam!

 

* NOTAS...

O TRIBUTO AO DZK. Depois de 3 anos finalmente é lançado este cd tributo, fruto do esforço da própria banda, da COBAIN e da Corsário Discos. Quase 80 minutos de som!!! Isto mostra o quanto o DZK é admirado e tanta gente quis participar deste tributo. São 28 bandas tocando clássicos desta lendária banda. Destaque para Excomungados, F.D.S., Pátria Armada e 88 NÃO! Quem fecha a coletânea é o próprio homenageado com "Quebrem o Muro". Fiquem atento pois as bandas estão fazendo shows de lançamento em diversos lugares. Contatos através de excomungados@ig.com.br.

AVISO FINAL ZINE # 23. Prestes a completar 18 anos de existência saiu esta nova edição. Feito em papel reciclado numa tiragem de 1000 exemplares. Neste 23 tem resenhas de cd´s, livros e zines; além das entrevistas com as bandas Zefirina Bomba, Excomungados e Grinders. Peça o seu  através  do avisofinal@gmail.com.

 

RENATO DONISETE é editor do Aviso Final zine, escreve aqui todas as quartas e é professor de Educação Física em escolas públicas.



Escrito por Marcelo Mendes às 10h31
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BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

 

EL CORAZÓN DE NEON ACENDE OUTRA VEZ NO SALOON

 

se tenho usted, eu fujo ou vejo um Buñuel enroscadinho na cama, só para apanhar os sonhos, os sonhos que não passam de rolos de filmes não-editados de cineastas mortos... a sobra de las películas, fuleiras ou clássicas, se tenho você, eu tomo uma e saboto ou tomo outra e me devoto feito um priapico em câmera lenta, sem você eu pego uma cadela chapada e bêbada, como na canción de 04, se tenho você quatro garrafas de vinho, se não tenho, oito e meia, doze, pelo menos, sozinho, se tenho você, eu não tenho direito, se tenho você lusco-fusco, se não... melancólico abajur minguante de la existência, se tengo usted portunhol selvagem, se no tengo... um tango argentinho me pega bem melhor que um blues, com usted fecho os olhos só para ouvir profundamente o

barulhinho no elástico da calcinha, sem usted rock´n´roll nas alturas, iggy pop como auto-ajuda, um galo sangrando na rinha, se colado à sua pele... uma foda-de-motel-barato com trilha de Sade, love is stronger than pride, com usted ressaca braba, sem usted vomito cascas do tomate d´alma, com usted meu romance interminável, sem usted cabaleiro solitário em busca do sol poente, o f

 

 

 

aXICO SÁ é Escritor, Jornalista e Santista. Colabaora nesse blog todos os domingos com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES.E segue a sua sina de sofrer pelo seu Santos, agora amenizada pela vitória na bacia das almas domingo último...



Escrito por Marcelo Mendes às 10h55
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LAP IN THE VOID por Daniella Samad

 
 
BIFURCAÇÕES E ENCRUZILHADAS
 
É a semana foi intensa, principalmente tensa, uns problemas para resolver, mas as amarras estão se desamarrando e as coisas vão-se dissolvendo e se descomplicando. A estradas se complicaram, no início da semana, pareciam estreitas, mas finalmente algumas bifurcações apareceram...A vida capitalista em sociedade, na cidade, especialmente na de São Paulo, pode ser corrosiva, além da simples exaustão. A cidade nos suga. Ufa ! Estou indo amanhã atrás de novos horizontes, pé na estrada, ON THE ROAD, porque como já enunciava o filme a vida deve ser Easy Rider..... não, não vou de moto, não se preocupem, nenhuma garupa enlouquecida me carregará(se bem que seria delicioso aquele vento batendo na cara, fazendo acordar e ter ciência.....),vou de carro pela estrada de Santos, hehe. Será??
Vou fazer uma REHAB, exatamente, me desintoxicar dos faróis, das buzinas, da poluição que invade minhas narinas, da pessoas que nos machucam sem perceber, do motorista que nos buzina histericamente, do pedestre que nos esbarra; uma reabilitação da falta do "bicho-bom" que todos nós somos. Chega destes seres belicosos!
Espero não voltar uma macaca, mas com certeza voltarei mais 'en-naturada'. O destino é certo: O MAR. Preciso de horizontes para desenhar. Desenhar e não escrever por poucos dias ... Mereço, um hiato no caos. Pausa. Inspiro.
Ah, o título desta tecitura veio da boa exposição que tive a oportunidade de ir hoje com alunos na Galeria Vermelho, de Carla Zaccagnini, inspirou-me. De onde também vem as imagens (origamis feitos com rótulos de cervejas); recomendo, confiram! Até dia 26 de Abril na Galeria Vermelho.Foram os tais caminhos que se abriram. Ainda bem!
À vida, que deve ser sorvida como uma boa cerveja e, como já disse a turma do Superflex "Free Beer" e eu acrescento: For alllll!
Arrivederti e asta la vista beibes!
 
 
 
DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres.  O novo desafio da bela; Tentar ensinar o Marcelo a falar baixo....


Escrito por Marcelo Mendes às 12h17
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FINAL DE SEMANA NO CIDADÃO DO MUNDO

 

Escrito por Marcelo Mendes às 18h13
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Escrito por Robson às 13h19
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BAU DE RECEITAS PARA CONTARIAR O CORO DOS CONTENTES; Funk Drops

         

 

         Pois é... De novo o tal do Groove...

 

         Já disse aqui e Luiz Galvão ratificou; Groove não é gênero musical e sim, um estado da música. Não existe ‘uma Banda de groove”, um musico de groove e qualquer coisa que se faça com relação a isso é um equivoco tamanho. A não ser que o executor seja genial como o sujeito lá da Blue Note que criou o selo Rare Groove em 1966 e neste, enxertou uma penca de músicos jazzistas de primeira e vendeu discos como água. E fez escola...

 

         Na ATLANTIC/RHINO tinha lá uma penca de músicos, um mooontee de gravações perdidas, esparsas até que em 1976, Alan Pearson, o Midas da produção do funk decidiu compilar e botar na praça para vender. Esses discos são espetaculares e viraram referencia nas pistas e nos cases de todos os Dj’s que prezam pelo sacolejar das ancas. Hoje, O BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES vai contar a história desses discos...  Então, senhoras e senhores, loucos e carolas, moças virgens ou de comportamento duvidoso, pessoas bem resolvidas ou corinti... (nem fala pra não dar azar..) com vocês FUNKY DROPS

 

         Então era assim; Alan Pearson que tava enchendo o cu de grana com James Brown e Marvin Gaye, não tava lá com muito saco para a galera da ralação, para os normais... No entanto, sabia que precisava fazer algo porque ali tinha talento a dar com pau. Numa conversa com os chefões da Rhino ficou sabendo de um problema que havia na gravadora. Mudariam a sede e uma penca de rolos de gravação estavam lá jogados num sótão em Memphis. Aí é a diferença; Se fosse um bundão, nem lembraria da informação surgida. Mas Pearson era O CARA e decidiu checar a traquitana. Foi para a sua mansão com quilos de fita e botou a porra pra tocar.

 

         Descobriu coisas como TONY AVALON, THE GATURS, CLARENCE REID, MARK PUTNEY... Toda a fina flor da musica black americana entre 1967  e 1974 estava ali dando sopa. Os cifrões pularam aos olhos do sujeito. Imediatamente contatou os fodão da gravadora e nenhum quis saber do projeto. Doido, virado no satanás, o próprio Pearson bancou a prensagem dos discos num lance ousado pra caraiii; Seria um Box com três vinis. Coisa rara para a época. Mas o Peter Frampton conseguiu! Só que ele vendia rock e para um povão classe média...

 

         FUNK DROPS não vendeu a rodo como esperava Pearson. Não deu os lucros que ele estava acostumado a ter mas virou um documento histórico de uma época de ouro na América. E com certeza ele não ta nem aí para a história mas que se dane o caboclo. Hoje ele produz uns caras como Busta Rhimes e tals... Segue trilionário e talvez nem lembre mais do que fez mas o Baú traz a vocês a chance de ouvir esses filét’s. Segue abaixo o linkão...

 

BORA BAIXAR NEGADA!

 

 

http://rapidshare.com/files/70944782/FDrops_1.rar.html (Disco 1)

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MARCELO MENDEZ é Escritor, PALMEIRENSE fã de Frank Zappa e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. As ultimas noticias nos informa que o elemento foi visto com o Titcha, ambos bebados feito dois gambás, cantando um tango do Gardel na zona do baixo meretricio Andreense...

 



Escrito por Marcelo Mendes às 15h38
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BOULEVARD AUGUSTA BLUES por Xico Sá

 

COM VOCÊS, O COPANSEXUAL...

         E o Orélio de machos continua. Dicionário de homens perdidos e achados. Repare, Lola, nesse tipo inesquecível:

 

O Copansexual

 

Muito melhor, claro, que o metro e o übersexual. Trata-se do predador que habita um dos maiores e mais charmosos prédios de São Paulo, o Copan, obra do longevo comuna e tarado Oscar Niemeyer, que conhecemos de Pirâmides outras.

E é justamente nessas curvas dos jardins suspensos e babilônicos que começa a abordagem. O Copansexual ataca. Fala em Niemayer e já se arma, as curvas, ah, as curvas, e desce a mão levemente nas suas coxas, uma leve falta de escrúpulos, mas nada agressivo, só um trocadilho anatômico, pronto. 

 Conta logo duas ou três lendas sobre o prédio, fala sério! Dos moradores, ah, moro no mesmo ap que morou o Bressane _ah, por que não lembra também do Patrício Bisso?!_, aperta o 25º, 17º, sei lá,  e sobe.

Subiu, fodeu, São Paulo aos seus pés, pânico em SP, cadê você, canta, que nunca mais apareceu aqui, pra me fazer feliz, pra me fazer sorrir. Tira onda com as nuvens, que passam na janela, escutam Odair e Tom Waits, e falam qualquer coisa, qualquer coisa àquela altura _”cala a boca e me fode”,diz ela_ serve.

 

 

 

XICO SÁ é Escritor, Jornalista e Santista. Colabaora nesse blog todos os domingos com sua coluna BOULEVARD AUGUSTA BLUES. E o Santos dele ruma firme pra segundona...



Escrito por Marcelo Mendes às 22h09
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LAP IN THE VOID por Daniella Samad

 

A NOVA OLÍMPIA

Originalmente os Jogos Olímpicos nasceram em pleno século V a. C., na Grécia , aquela de Homero; constituiram-se como uma importante celebração e tributo aos deuses. A origem dos Jogos Olímpicos na Grécia Antiga é frequentemente associada à celebração do esporte e do culto à beleza estética humana, como se estes fossem seus objetivos principais.

Tudo era espelhado em cânons de beleza áurea, harmonia, simetria e racionalismo. Foi lá que os Renascentistas beberam, depois os Neoclássicos no século XVIII e, hoje a kitsch e mau utilizada arquitetura de decoração de interiores-novo-rica paulista.

Na cidade de Olímpia havia um templo de dimensões magníficas, dedicado a Zeus. Este Zeus era o chamado Zeus Olímpico, e junto a seu templo se realizavam os jogos esportivos idênticos aos das outras cidades. Porém era em Olímpia que os jogos atingiam sua plenitude, em organização e número de participantes, e onde desenvolveram-se como competições regulares e de extrema importância para todos os helênicos – e eram chamados Jogos Olímpicos.

A Olímpia do século XXI é hoje, feita de paredes de água e também de palhas do ninho. Em 2001, com a queda das Torres, foi decretada a falência da arquiteta sólida da argamassa aparente de concreto gótica - agulhada que acima de tudo e todos parecia querer sobrepor-se.

Agora, os arquitetos buscam na organicidade a celebração da potência humana, cada vez mais otimizada em músculos hiper- inflados, maiôs com tecnologia que imitam a pele de tubarões,etc..

Nos jogos olímpicos atuais, a arquitetura quer ser orgânica, podemos ver isto no centro de competições aquáticas, o chamado “Water Cube” ou ainda no “Estádio Nacional”, popularmente conhecido como “Ninho do pássaro”. O Homem-atleta almeja ser cada vez mais superlativo; tornar-se mais máquina, mais veloz, mais aerodinâmico, mais forte e concomitantemente a arquitetura - arte de erigir e edificar ou de projetar e traçar planos mais fluída, com suas formas clássicas dissolvendo-se. É a consagração da desmaterialização da arquitetura.

As paredes inspiram-se em bolhas de água, o uso e utilização da água é totalmente reciclável, a energia captada por células foto- sensíveis torna todo o Cubo auto-suficiente.

No Ninho do pássaro,fícamos sempre a espera de uma gigante ave que ali poderá pousar a qualquer momento à cata de seus filhotes e nos garfar.....

 

DANIELLA SAMAD é professora de História Da Arte , pela USP, Cronista e nossa Musa... Volta para esse Blog, colaborando com sua Coluna LAP IN THE VOID para deixar os nossos sábados mais alegres. A linda libanesa está tomando sol em Mikolos nessas férias...



Escrito por Marcelo Mendes às 14h16
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BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES: Then...

        

 

 

Por vezes, o rock and roll é mais ortodoxo que embalagem de biotônico Fontoura... Algumas vezes isso é bom. No entanto, uma afronta à ortodoxia dos três acordes, motiva o BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Eu falei para Carlão durante uma pingaiada no bar do Sete; “Esse som que ta rolando é dos Rolling Stones de Belfast...” No que ele me corrigiu dizendo; “Não Marcelo... O tal de Rolling Stones que é o THEN de Londres!” Bão... Sendo assim, senhoras e senhores, moças sérias e meninas de comportamento duvidoso, virgens e mundanas, loucos e carolas, pessoas de bem com a vida ou aquelas que torcem lá pro time da marginal sem número mesmo... Com vocês, THEN...

 

         Não dá para falar do Then sem falar do seu grande líder; Van Morrison.

 

No ano da graça de 1935, na nebulosa Belfast, nasce George Ivan Morrison, filho de uma cantora de cabaré e de um cabra pau de pinga, viciado em cerveja Beamish e discos de Blues e Jazz Americano. Esse é o cenário habitado na infância pelo cara que viria a se tornar um dos maiores nomes da história do rock. E a coisa começou cedo...

         Com 12 anos ele forma sua primeira banda, o DEANNIE SANDS & JAVELINS A, para tocar o que no sulzão da Irlanda é chamado de Skiffle. Uma mistura de musica folk tradicional e secular irlandesa, com o country rock americano. Seguiu com ela por dois anos até que por lá, apareceu um disco de um tal de SAM COCKIE e aí danou a coisa. O Soul, misturado com os discos de Blues que já ouvira de seu pai e as cacetadas vindas da América mexeram com o garoto e por um bom tempo ele não quis mais saber do country. Caiu no mundo e por lá descobriu Cliff Pale e Bozz Scags. Era o embrião do som que varreria a Irlanda...

 

         Em 1966, no Plumer’s Pub, um botecão fétido de uma Belfast cercada pela policia inglesa que descia o pau em qualquer coisa que ousasse ser livre do reino unido, o Then subiu ao palco e fez um show antológico, que foi responsável por toda a cena do rock irlandês. Todo mundo que estava lá decidiu que iria ser o Then também e depois falarei desses frutos. O set list daquela noite no Plumer’s Pub foi o mesmo lançado do maravilhoso SELFTITLED de 1966 e é ele que o Baú apresenta a vocês.

 

         Gravado com a grana da mãe do baterista, numa sentada só, esse disco reúne hinos como JUST A LITTLE, NOBODY CARES, LONELLY WEEKENDS entre outros. Nele, começa a aparecer a nervosa guitarra de Van Morrinson e toda a sua veia bluseira tornando o disco imprescindível. Segue abaixo o linkão e agora é com vocês...

 

BORA BAIXAR NEGADA!

 

 

http://rapidshare.com/files/134272575/Them.rar.html

 

 

 MARCELO MENDEZ é Escritor, fã de João Do Vale, PALMEIRENSE e filho de Dona Claudete. Colabora nesse blog com suas colunas ZONA DO AGRIÃO e seu BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES. Passados 17 dias sem fumar, o errante editor chefe encontra-se a dois muntos de meter a própria cabeça contra parede...



Escrito por Marcelo Mendes às 17h54
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AVISO FINAL: Banda Excomungados com Renato Donisete...

 
EXCOMUNGADOS COMEMORA 25 ANOS NO CIDADÃO DO MUNDO:
O mundo é pequeno mesmo. Eu trabalho como professor de Educação Física numa escola de periferia, e não é que descubro este ano que o professor de História, Marcolandio Praxedes, o Xinês do lendário EXCOMUNGADOS, veio trabalhar comigo. Esta foi a deixa para fazer uma grande amizade e fazer esta entrevista sobre uma das bandas punks paulistanas com o melhor discurso e atitude que eu já vi. Dia 15 de Agosto eles estarão comemorando os 25 anos de banda no Cidadão do Mundo. Imperdível!!! Com vocês, as palavras de um verdadeiro Excomungado...
 
 
CIDADÃO DO MUNDO:  Como foi o início da banda? Vocês todos eram estudantes na USP? Como tiveram contato com o universo punk em 1983?                 

XINÊS: A origem da banda  foi no CRUSP, conjunto  residencial da USP,  moradia estudantil  invadida pelo exército em 1968  e retomada  pelos estudantes em  1979, mais  ou menos....  Tínhamos  uns amigos  que  conseguiram umas  guitarras  Stratosonics, isso mais  ou menos  em  1982. O Paulinho, o Maçã,  eu e o Falcão vimos  um cartaz  na porta do elevador  do  CRUSP  uma  resenha   da revista "Leia livros"  falando do livro "O que é punk"  do Antonio Bivar. Como éramos desempregados   e o CRUSP era  uma invasão considerada na  época  periferia da USP, nos identificamos  com aquilo e  fomos  ver  o  mítico  festival  "O começo do fim do mundo" no SESC Pompéia e resolvemos  formar  os Excomungados. O Rossini  era o primeiro baterista e  freqüentava a Galeria  do Rock  na época e trouxe o lp dos Sex  Pistols  pro CRUSP. Só  tínhamos ele, o Grito Suburbano e um do Police  que escutávamos direto... Apareceram  uns  punks  que  trabalhavam no restaurante do CRUSP - o Dimas e o  da Guia -  que eram  de Carapicuíba  que  tocaram  com  a gente.  Também tinha o Mineiro  no  baixo (o poeta que hoje é professor na geologia da USP) e o Lagonegro,  que  tinha  mais  noção musical. Os primeiros sons  eram tirados com um violão, o microfone era um copo e a batera uma cadeira e por  aí vai...  A banda estreou   no aniversário  da Ana das Mercenárias  no próprio CRUSP na sala  51. Lembro  que tinham dois  bolos: um  com uma  suástica e outro com o "a" na bola, símbolo da anarquia. Os  punks da cidade chegaram e pegaram o bolo da suástica e jogaram no teto da sala. Ele ficou grudado um  bom tempo. Hahhahh! Era meio selvagem o negócio na época e os punks não aceitavam muito bem a idéia de punks uspianos. Achavam, talvez, que éramos todos  filhos de milionários intelectuais da política ou da economia, sei lá. Nem a USP aceitava a idéia de existirem punks lá. Ainda estávamos na ditadura militar, né? Então viramos Excomungados mesmo pela sociedade e etc. Aí começamos a tocar onde dava, ou seja, em gigs, na tv (programa  Boca Livre, do Kid  Vinil), em festival como o Dezembro Negro em São  Vicente.    O Marcos Rossini, nosso  batera,  arrumava  os  sons.... Na  USP já existia a banda TFP (terror, fome e prostituição) da ECA, que era o Marião, a Mirella e o Claudio que eram amigos do Parafuso, que não aprendeu a tocar baixo e hoje toca gaita com  a gente. Hahhah! Ensaiavamos  em cima do prédio do CRUSP, talvez um dos motivos para que fossemos expulsos dali... mas  na verdade os burrocratas (de burros mesmo!) e toda a herança da época militar não admitiram que  existissem pessoas pensando diferente na  universidade, tanto que éramos chamados de alunos irregulares pelo digníssimo reitor!

CIDADÃO DO MUNDO: Na década de 80 vocês produziram alguns vídeos e um programa de rádio que não foi ao ar. Além da música vocês se utilizavam de outras mídias para divulgar as idéias dos Excomungados. Gostaria que  comentasse sobre estes trabalhos.

XINÊS: Foi produzido um vídeo que ganhou um prêmio em Brasília chamado "Hardcore Babies" pela produtora  VTV, um chamado "Guerra" tipo clipe apresentado no festival de vídeos do MIS. Aparecemos também no vídeo "Experiência Cruspiana" que dá pra achar na Internet. Tem o programa Boca Livre à venda nas melhores lojas das Grandes Galerias e uns piratas rolando por  ai..... A loja "Fora do ar" do Douglas está produzindo um dvd pros 25 anos do EX. O programa de rádio foi ao ar na época, eu não tenho cópia. Foi pela Rádio USP. Lembro que falava assim: "tem cada vez mais punks entrando na USP"....hahaha! Além  disso começamos a intervir no dia-a-dia da USP. Foda, né? O vocalista Falcão pintava um pedaço da cara de cada cor e saia apavorando pelos corredores.  Começamos a fazer seminários punks no prédio da  História pois a maioria estudava lá. Uma vez fizemos um protesto no encerramento da sbpc contra a falta de ética na ciência,  mas a mídia noticiou que queríamos Coca Cola, dinheiro e piscina. Isso saiu na primeira   página da Folha. Foi em 1985, se não me engano...  sempre que ocorria um evento na USP nós dávamos o  ar da graça,  tipo a visita do governador Montoro na época...  subimos no prédio bloco A do CRUSP e cantamos um samba punk "se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão"...  tá lembrado? Só que pusemos num ritmo punk.... mas como nunca tocamos muito  direitinho, teve uma  hora que não agüentaram mais  a gente e ofereceram grana  pra gente tirar férias na praia e fecharam o CRUSP para reforma. Só eu e o Falcão não aceitamos, se fosse hoje pegava a grana e fazia um cd da Corsários Discos....hahhahhahhahhah

CIDADÃO DO MUNDO: Você coordenou a produção do compacto em 1990. Como foi a realização e a idéia de encartar uma hóstia e um HQ junto?

XINÊS: Até então só tínhamos gravado uma faixa pro "Ronda alternativa", coletânea com Vírus 27, Pupilas Dilatadas, DZK, Kaos 64 e outras bandas. A música era "Hospícios", a melhor faixa até hoje gravada pela banda na minha opinião, então como o Marcos conhecia o Patife Band que ajudou a gravar a faixa no estúdio Vice-versa pela  Devil Discos na época, e  ele conhecia o Vander, técnico de som  que tinha um estúdio de 8 canais no Paraíso. Fomos lá gravar com o pessoal do Coyote Maldito, uma banda de Guarulhos, que o vocal chamava Alberto Cadáver... ai gravamos e o Vander pois uns ecos e tal, e eu resolvi  prensar pois o Chicão da Devil Discos ficava enrolando o lp que ele tinha falado... talvez tenha mudado de idéia pois achou a banda muito horrível porquê até pro padrão punk da época  éramos muito esquisitos  mesmos...  hahhahha!  Depois ganhamos o slogan  "the  worst  band", ou seja, a pior banda do mundo, ou será da galáxia? Bom, só sei que tive que assinar uma autorização para que o disco pudesse ser lançado    pois o Oswaldo Martins - o cara que mixou o vinil - não acreditava naqueles barulhos...  como tenho um primo quadrinista, pedi para ele fazer as historias das músicas "Hospícios",  "Porra", "Jovem", e "Vida de Operário". As hóstias resolvi colocar pra ficar excomungados de uma vez  mesmo....  hoje este compacto é uma  raridade. Na época cheguei a trocar por Coca-cola e cachorro  quente....

 

CIDADÃO DO MUNDO: Como surgiu a idéia de lançar um "ANTI-TRIBUTO" no ano da visita do Papa? De onde surgiu  a designação de pior banda do sistema solar?

XINÊS: Na verdade coincidiu, pois a idéia já existia a algum tempo, dada pelo vocal do Ordinária Hit. O Rodrigo que tocou também no Parental Advisory. Aí resolvemos por o Papa na capa por questão de marketing, né? Anti- tributo porquê a banda é muito trash mesmo, e uns anarco-punks de João Pessoa responderam que eram anti-tributo, eram contra tributos e não conheciam ninguém que gostasse da  idéia, aí pusemos este nome...  Pior banda do sistema solar foi quando tocamos num porão, o antigo Lira  Paulistana. Depois que tocamos fiquei ali de butuca e encontrei com o Marião, batera da TFP - aquela banda de punks da ECA - e  ele falou: "putz, acho que vocês são a pior  banda da cidade"... eu perguntei: "Será? Será que não é do Estado?", ele olhou e disse: "ou do país? ou do mundo??? ou do sistema solar? ou da galáxia???" Bom, ai ficou "the worst band".... pois também tá cheio de banda  legal e que toca certinho, né? Então agora só fazemos ensaios aos vivos, aos mortos e aos mortos  vivos. Nos nossos sons nunca sabemos direito o quê vai acontecer, nem quem vai tocar, hahahah! De repente se você leitor estiver na platéia, pode ser mais um Excomungados a tocar com a gente... hahhhahha! Pior é que é verdade.

 
CIDADÃO DO MUNDO: Como estão as comemorações dos 25 anos de banda? Vocês sempre estiveram em atividade nestes 25 anos? Houve muitas mudanças na formação?

XINÊS: Até o fim do ano estamos comemorando um quarto de século, né? Vamos lançar um kit comemorativo (moleton, hóstia, bottons, camisetas, adesivos e o diabo!) e um novo cd "EXpulsos do Purgatório"  com músicas novas gravadas pelo Bin Laden no Jardim das Oliveiras, putz, isso era segredo!  Acho que a melhor comemoração é tocar nuns lugares esquisitos para um pessoal que gosta de um "hospício" ou de um churrasco grego e que "paga uma cerveja natan" * hahaha! Agora se quiser contratar o show-ensaio ao vivos é só ligar: 7572-5371, ou mandar e-mail para: excomungados@ig.com.br . Nestes 25 anos a banda (ou será um conjunto?) parou uns cinco anos, uma parte da banda foi pra Europa apesar de termos um convite pra tocarmos nos Estados Unidos e a banda meio que implodiu por causa de direitos  autorais, bebida, drogas, sexo e rock´n roll,  hahhahhaha! Uma época a banda virou uma lenda, o que é outra droga, pois como dizia o Jamelão: "prefiro minha parte em grana e enquanto estou vivo!", depois o Ariel disse que a gente era os ícones dos punks da USP e na  verdade teve uma época que ficamos de saco cheio de rock´n roll, como dizia a música do poeta: " estou de saco cheio de rock´n roll, o melhor dançarino vai ganhar um prêmio, a garota mais bonita vai ganhar um prêmio"... e ficamos só bebendo e zoneando na USP.  Uma vez resolvemos fazer o funeral dos Excomungados e ai a banda voltou e está aí  até hoje para  horror dos santos ouvidos, mas hoje somos uma banda pacifista e independente graças à Deus, hahhaha! A formação muda até hoje.  Já passou muita gente pelo EX  e uma vez EXcomungados...  no último som, no  Dynamite Pub apareceu o Macaco Loco e tocou bateria pra gente, mas a formação hoje é: Xinês no vocal,  Sarjeta na guitarra, Ale no baixo, lppi na  batera, Parafuso na gaita e Macaco Loco onde der e você que também pode participar, hahhaha! (se não souber tocar, é melhor ainda...)

 
CIDADÃO DO MUNDO: Você tem um selo  (Corsário Discos). O que você já lançou e como podemos adquirir seus lançamentos? Num mercado de pirataria, copiador de cd e música livre na Internet como está sendo divulgar seus lançamentos? O público ainda compra cd como antigamente?

XINÊS: Lançamos o cd "Pela última vez no inferno" gravado ao vivo no SESC Ipiranga, que está esgotado. É ao vivo mesmo, sem masterização, nem mixagem, nem porra nenhuma de computador, hahhaha! Putz, é meio trash mesmo... tem uma hora que um cara grita: "vai se fuder Padre Marcelo". Depois lançamos o anti- tributo, o primeiro anti- tributo  no Brasil, com bandas do ABC até o Uruguai. Os próximos serão o tributo ao  DZK e o cd do Invasores de Cérebros, além de uma coletânea de bandas da USP ou que já tocaram lá, punks é claro. Para  adquirir uma cota nos lançamentos me ligue ou mande e-mail. Na  Galeria do Rock  é possível encontrar alguma coisa, e nos shows o preço é melhor pois vem com camiseta e etc,...  Porra, acho  uma  merda esse negócio de copiar cd nacional que ainda tá rolando, é  só pedir pras bandas que rola um preço legal, ainda mais se fizer uma vaquinha e pegar de caixa com 25 unidades, por isso falo em shows  que é legal comprar o cd original pra dar uma força pra bandas. Talvez  o cd vire coisa de colecionador também, mas é muito mais legal do que baixar sem capa decente nem nada. O  vinil então dá  de dez nestas bagulhadas todas de alta tecnologias, hahhaha! Acho  que estou  virando   um  punk primitivo. Pô, tomara que comprem pois vou lançar vários cds tipo rarities para colecionadores, tudo em preto e branco, coisa de corintiano e coisa da tumba do avô, né? Sons perdidos nos subúrbios, tipo estas coletâneas do zine Aviso Final, com Hino Mortal, etc. Na verdade espero que comprem mais do que antigamente.

CIDADÃO DO MUNDO: A Patife Band e o Pato Fu gravaram "Vida de Operário". Você tem contato com estas bandas? Te agradou estas versões?

XINÊS: Pô, esta música é a mais socialista da banda e acabou dando um rolo desgramado. Primeiro o Paulo Patife gravou e fez uma versão da música com viola e acordeon. Ficou muito louca! Muito bonita mesmo.  A original é mais industrial e um pouco ska, a guitarra parece uma prensa. Na época eu era o guitarrista...  A versão do Pato Fu foi baseada na do Patife. Ficou mais pop experimental. O Patife Band  tocou com a gente no Outs, na rua Augusta. Ele é um cara que se desse eu lançaria pela Corsário Discos  pois o som é muito louco, mas somos amigos das duas bandas sem preconceito com as versões.... só  deu  um rolo que no cd do Pato Fu a autoria ficou só com o vocalista pra facilitar o lançamento do cd na época e a grana que era pra fazer um cd foi consumida em cerveja e pagamento de aluguéis, mas isto já foi superado e bebido também, né? Poderia deixar uma mensagem pros leitores do zine Aviso Final? Sei que    é  difícil pra todo mundo falar de paz, mas no meio punk está virando uma necessidade... temos que usar mais a mente para melhorar a nossa vida e nossos shows, gigs, ou seja  lá o que  fizermos, já que somos  contra as guerras, bombas nucleares e o geral decadente da sociedade, por isso hoje pensamos em  Pax  punx...  

 

RENATO DONISETE: é são-paulino(Porque ninguém é perfeito...), editor do Aviso Final zine, professor de Educação Física em escolas públicas e escreve quinzenalmente neste blog. 

 



Escrito por Marcelo Mendes às 11h26
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SEXTA PUNK DIA 15/08...

 

Escrito por Marcelo Mendes às 11h14
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SABADO 16/08 NO CIDADÃO...



Escrito por Marcelo Mendes às 11h13
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