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Blog do Cidadão do Mundo - Arte e Cultura
 


MALDITAS OVELHAS! no blog:

 

MALDITAS OVELHAS! é uma banda que ta atrás de muito mais do que um rack de holofotes. São Parte de um coletivo muito fodão de São Carlos o Massa Coletiva. Chamei Djalma Nery, um dos musicos da banda aqui, para bater um papo sobre a cena independente, a apresentação deles no dia 30 no Cidadão Do Mundo, entre outras cositas. Segue abaixo o cunversê...

 

 

Cidadão Do Mundo: Antes do contato e da parceria com o Fora Do Eixo, do compartilhamento dessa mesma ideologia, aqui em São Paulo, capital dura de concretão e nariz em pé, sempre que surgia uma banda nova fora do circuitão viciado, Rio-Sp a reação era "Nossa, de São Carlos"? "Caramba, de Roraima?"... Até que ponto essa importância da articulação do Fora Do Eixo, ajuda no trabalho de vocês?

 

Djalma Nery: Bom, a realidade do Fora do Eixo ainda é recente para nós do Malditas Ovelhas! - e cada um, individualmente, tem diferentes níveis de envolvimento com a "coisa"; desde o momento que comecei a me deparar com essa tecnologia de redes (extremamente eficiente, e com potencial de expansão gigantesco) do Fora do Eixo, pude encontrar, com relativa facilidade, pessoas dispostas a trabalhar por uma coletividade por vezes alheia a elas mesmas. Para o MO!, desde que nos envolvemos com o Massa Coletiva, o time cresceu, e tem mais gente trampando nesse nosso projeto que é o Malditas, e mais gente (os integrantes da banda) trampando no macro projeto que é o Massa. Além do mais, tem o envolvimento que surge com outros coletivos a partir de nossa participação do Massa. É como se tivéssemos acesso a um novo grupo de pessoas com um objetivo em comum, das mais longínquas partes do país (e já saindo pra fora dele) O Fora do Eixo ainda tem muitas questões a considerar e bastante mais a crescer - desde questionamentos ideológicos ate rumos práticos, mas no momento, vem desempenhando um papel de cunho bastante prático no cotidiano de uma PORRADA de bandas, artistas e produtores de todo o Brasil, Tem feito muita gente viajar e trabalhar pra caramba em prol de uma possibilidade de circulação e produção mais "justa" (aqui me arrisco a usar tão ambígua palavra: justiça) E, como parte integrante deste circuito e membro da banda Malditas Ovelhas!, tenho começado a perceber quão interessante é fazer parte desta história de (re)construção e (re)consolidação de uma nova lógica de produção artístico-cultural e essa nova lógica também compreende um novo modelo de pensamento e de difusão das idéias que surgem. Já pensamos em nos mudar pra São Paulo (o Grande Eixo), hoje essa idéia já me parece bastante desnecessária; em grande parte pela compreensão das "periferias" destacadas pelo Circuito

 

CIDADÃO DO MUNDO : Até que ponto o som do Malditas Ovelhas passa por essa (re)modelação e (re)consolidação lógica? Vocês acabam entrando num lance que a grande mídia ta desesperada pra rotular; Pós Rock". "Stoner", "Rock Instrumental"... Como você vê essa questão? Porque não se diz apenas... "é novo e original"? Os caras tem medo?

 

Djalma Nery : Aí a gente já se depara com um questionamento bem maior, que diz respeito ao que outros fazem do que você faz; expor-se, publicar, difundir uma idéia é sempre estar vulnerável - de uma maneira não necessariamente negativa - às interpretações e subjetividades alheias. Acredito que a remodelação de nossos modelos de produção acabam modificando profundamente a cara do som que fazemos mesmo dentro de uma subjetividade aparentemente apartada da prática. A gente pode ver isso, por exemplo, com o caso claro e gritante dos caras do Macaco Bong, com o "Artista Igual Pedreiro"; o nome do primeiro álbum deles vem completamente ligado a prática que eles desempenhando viajando sem parar pra difundir esse novo modelo de pensamento/produção

 

CIDADÃO DO MUNDO : Eu queria que você  o MASSA COLETIVA para nossos leitores Djalma. Fale-nos de vocês

 

Djalma Nery : Então, o Massa surgiu não faz muito tempo - uns 7 ou 8 meses -, mas foi a união quase natural de uma corja - no bom sentido, rs! - de músicos, produtores, curiosos e agentes culturais de São Carlos que estavam até então relativamente apartados, a despeito da proximidade de seus objetivos. Ele veio junto com a proposta interessantíssima da aplicação da Economia Solidária para produção cultural, o Massa trouxe essa expectativa de podermos realizar eventos e produções cada vez mais sinceras, autênticas e independentes da acepção mais fiel do termo e da possibilidade de transformar São Carlos num ponto sólido do circuito para esses artistas que estão realmente preocupados com a consolidação de algo mais, de algo que vai além de sua "arte". E também com a esperança de estimular todos a produziram cada vez mais, sem preocupações como repercussão de mercado ou aceitação geral, uma vez que a Economia Solidária é capaz de se livrar de pesadas amarras monetárias, por não se vincular ao "verde" (do mal, não do bem!). Aí o Massa veio muito a calhar, dentro de todas as possibilidades que nascem com a força crescente do Fora do Eixo; e ainda mais com um grupo realmente dedicado a doar seu tempo - nosso mais valioso bem, que nos vem sendo sistematicamente tomado - em prol de uma causa realmente coletiva não só no nosso micro cosmos sãocarlense, mas pensando em toda a projeção do Circuito e em todas as viagens cada vez melhores que faremos, e em todas as pessoas cada vez mais dedicadas que esperamos conhecer

 

CIDADÃO DO MUNDO : São Carlos... O Cidadão Do Mundo ha tempos mantém contato com a galera aí e ha tempos a gente queria começar esse intercâmbio. Tocar no Cidadão Do Mundo tem para vocês essa mesma importância? E já que pensamos da mesma forma, estamos começando a jogar juntos, Djalma? E Verde é meu Palmeiras, sempre é do bem...

 

Djalma Nery : Então, na verdade faz pouco tempo que ouvi falar do Cidadão do Mundo! Quem tá bastante na pira desse intercâmbio é a Sarah que tá super feliz com nossa ida - aliás ela vai até junto pra conhecer o Robson - com que ela fala já faz uns 2 anos e a galera daí

 

CIDADÃO DO MUNDO : Bem, diga pra Sarah que também estou feliz em finalmente dar-lhe um abraço...

 

Djalma Nery : Hahahaha...  Sim sim, falarei. Ela ta super empolgada mesmo e quer ir de qualquer jeito com a gente e, por extensão também estou feliz com o contato

 

CIDADÃO DO MUNDO : Nesse show de vocês, o que está preparado pra rolar em nosso palco? O Malditas Ovelhas agraciará o povo com alguma novidade?

 

Djalma Nery : Bem, a gente tem ensaiado até que bastante, por conta de uma série de datas próximas que temos (só em São Paulo serão 4 na seqüência!) e estamos com algumas músicas novas também com alguns elementos novos agora tem o sax do yraê e estamos usando mais o sampler também. Outra coisa é que como trocamos bastante de instrumento sempre tava rolando umas pausas muito grandes entre as músicas nas apresentações ao vivo agora a gente ta numa nóia de encadear todas as músicas e fazer uma para contínua

 

CIDADÃO DO MUNDO : Djalma muito obrigado pela entrevista, será um prazer te-los por aqui, és um cara muito bacana mas... traga a Sarah. Afinal de contas tu és barbudo feito eu...

 

Djalma Nery : Hahaha... Ta certo Marcelo a  Sarah com certeza vai querer ir. Valeu pelo tempo ae

 

 

MARCELO MENDEZ  é aquele mesmo chato de outrora que, para desespero de uma meia duzia ae, está de volta...



Escrito por Marcelo Mendes às 18h57
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E O BLOG VOLTOU!!

Oficina em Ação para ajudar  a sede na transformação...

 

 

Pois é galera...

Depois de longo e calejado "inverno" esse blog está de volta. O Cidadão Do Mundo - Arte E Cultura, foi reformado, remodelado e as coisas estão acontecendo. Uma delas são as oficinas gratuitas ministradas em nossa Sede. Voltaremos aqui falando um pouco delas, primeiro com as impressões de Walter Figueiredo, que deu a Oficina de Web Rádio e bem... Sejam bem vindos, de novo...



Escrito por Marcelo Mendes às 21h21
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IMPRESSÕES DO MESTRE...

Oficina em ação: Walter Batata (De toalhinha no ombro...)

 formando futuros mestres...

 

 

Walter “Batata” Figueiredo é meu amigo...

 

No começo essa era a premissa, a expectativa que tinha acerca de meu trabalho como monitor na Oficina de Web Rádio Do Cidadão Do Mundo. Já sabia dos outros trabalhos do Batata em rádio, do seu trabalho como ator mas nada melhor que a prática...

 

No dia-a-dia, saquei a maravilha que era seu trabalho, seus métodos, sua dinâmica e foi muito bom aprender com ele. Mas para falar um pouco disso tudo, chamei o amigo aqui para esse canto e ouvir dele, o que lhe pareceu nosso primeiro ciclo da Oficina de Web Rádio do Cidadão Do Mundo.

 

Abaixo, o cunversê nosso...

 

 

 

 

 

1 - Quando eu fui informado que seria monitor da oficina sua, a priore fiquei com grande prazer de trabalhar com você porque adimiro sua pessoa e o profissional que tu és. Ou seja; Havia um vínculo emocional que poderia facilitar ou não nosso trabalho. Fora isso, meu conhecimento como ouvinte, bem de longe, de um tema que você fala e domina com propriedade. Em algum instante isso o preocupou? É necessario um profundo conhecimento de quem o ajuda? Essa tal "liturgia do cargo" é uma bobagem? Como tu vê todas essas questões?

 

Marcelão, não acredito muito em "detentores profundos do conhecimento". Creio que existem pessoas especialistas em determinados assuntos, em determinadas questões e que podem contribuir e muito para o ato de compartilhar o conhecimento. Creio também que existem pessoas que conseguem entender a lógica do processo de construção coletiva do conhecimento sem nem sequer chegarem a ter passado perto de um livro de pedagogia. Creio que existem pessoas que se descobrem detentoras de um certo saber na primeira experiência ou contato que travam com  uma determinada ferramenta de trabalho. Darci Ribeiro percebeu durante uma de suas inserções em comunidades Tupis, uma espécie de "conhecimento coletivo", algo como um tipo de conhecimento que existe sobre diversas técnicas que é orgânico a toda a tribo e que se transmite naturalmente entre os membros da mesma; um curumim é capaz de fazer uma flecha com todos os conceitos de aerodinâmica necessários para que acerte um alvo a cinquenta metros de distância - e pode ter certeza de que a flecha irá acertar o alvo - sem nunca sequer o curumim ter ouvido a palavra "aerodinâmica".   Isto não quer dizer que devemos queimar livros e todo o conhecimento que pesquisadores disponibilizam para nós através dos mesmos: Navegar é preciso! Imagine o curumim tendo acesso a todo o universo científico. 

 

 

2 - Sabemos que dadas as condições nossas, esta seria uma oficina diferente de tudo e todas que você realizou até então. Em algum momento tu teve o receio pelo encaminhamento do curso em função dessas condições que falo?

  

 Nunca atuei em uma oficina que tivesse todas as condições necessárias para sua realização. Trabalhei em um projeto uma vez, que possuía salas de no máximo 40 metros quadrados com mais de cinquenta cursistas de diferentes formações e faixas etárias juntos. Trabalhei com jovens em idade de risco e de liberdade assistida que sopravam no meu ouvido que eu não duraria uma semana.  A diferença é que nestes projetos eu sabia o que teria pela frente, neste, digamos que eu fiquei sabendo durante o caminho, surpresas do coração. De qualquer forma, foram condições estruturais melhores do que estas que eu relatei, mas ainda longe do que poderiam ser consideradas como ideais. Aqui mesmo no Cidadão, atuei em um projeto anterior que possuía uma infra melhor, uma equipe mais coesa; o próprio Cidadão possuía uma identidade diferente, porém, era um projeto muito menos ousado. 

 

3 - É impressão minha ou de fato tivemos a sorte de trabalhar com um seleto grupo? A impressão que tenho como monitor é que essa galera do primeiro módulo é muito boa e isso facilitou o trabalho, pelo menos no meu caso, não sei como é para você...

 

Cada grupo tem características distintas, este nosso primeiro grupo possuía um envolvimento coletivo diferente e diferentes expectativas em relação não só ao curso, mas também e principalmente, em relação ao projeto do Cidadão do Mundo. Não diria que isto foi um fator facilitador nem dificultador. Ao mesmo passo que este grupo possuía um engajamento diferente com as questões comunitárias, de serem pessoas acostumadas ao trato coletivo, também apresentou demandas,  interesses e envolvimentos distintos. Coube a nós, em relação a este grupo e caberá a  nós, educadores, em relação aos outros grupos, fazermos sempre uma leitura, a mais próxima possível, do perfil do grupo que estamos trabalhando, adequando nosso trabalho às necessidades que os grupos apresentam, e é nesta hora que uma equipe de educadores bem afinada e ciente do que esta fazendo faz a diferença. Destaco aqui a importância do trabalho de retaguarda que faz nossa coordenadora, a Nanci Barbosa. Quase sempre, ali, no momento da atividade, fica difícil aos educadores perceberem certos movimentos do grupo, é também nessa hora que a Nanci atua com maestria, colaborando muito para o andamento dos trabalhos.

"Não existe sorte, azar não existe. Leão de Zôo tem os olhos tristes” ·

 

4 - Essa galera teve um grande momento que foi a cobertura do Festival Grito Rock 2009. Qual a avaliação que você faz daquele momento?

 

O Grito Rock encerrou o primeiro módulo do primeiro ciclo de nosso projeto. O objetivo deste primeiro módulo era realizar a transmissão radiofônica de programas/entrevistas que envolvessem toda a cobertura de um evento real. Esta equipe teve o desafio de realizar a atividade durante um evento de projeção nacional do porte que é o Grito Rock. Loucura... vinte e tantas bandas, três dias de festival... loucura. Era necessário dar a este grupo todo o apoio necessário para a execução desta tarefa e, ao mesmo tempo, não colocar sobre seus ombros a responsabilidade de uma transmissão oficial - afinal eles eram cursistas se apropriando tanto da linguagem quanto das ferramentas. Foi muito louco. A atividade foi realizada muito organicamente, neste momento passei a acreditar que estava diante de uma verdadeira equipe. Todos se superaram e principalmente, conseguiram superar as questões estruturais que se apresentaram como dificuldades durante o evento. Nosso objetivo foi muito mais que atingido.

 

5 - Encerro, perguntando-lhe o que você espera para os módulos restantes, quais suas expectativas e quais as metas a serem alcançadas?

 

Minhas expectativas em relação aos próximos ciclos são as melhores possíveis. Creio que cometeremos menos equívocos em relação ao ciclo anterior. Tentativa e erro. Creio que os próximos grupos poderão usufruir um pouco mais do curso e principalmente do Espaço Cidadão do Mundo. Teremos uma equipe de educadores mais afinada em seus objetivos, ao mesmo tempo em que teremos um Cidadão do Mundo com uma identidade um pouco mais consolidada. Teremos um salto de qualidade em termos estruturais e também um processo mais dinâmico na execução das atividades do curso. Em termos de objetivos, creio que seja a consolidação de nossa Rádio Vitrola - Web, que já é objeto de experimentos dos cursistas do primeiro ciclo e que agora integram a primeira equipe de nossa rádio (ainda equipe experimental, mas é a primeira equipe) e que com certeza,  poderá contar com novos integrantes já no inicio do segundo ciclo.

 

 

6 - Walter "Batata" Figueiredo, muito obrigado pela entrevista e para os próximos módulos, prometo "não atrapalhar tanto"... rsss

 

   É isso aí Marcelão, grande abraço. Batata

 

 

 

MARCELO MENDEZ é aquele mesmo chato de outrora que decidiu voltar, para desespero de vocês...



Escrito por Marcelo Mendes às 21h02
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IMPRESSÕES "MONITORISTICAS..."

Dupla da pesada: Marcelo Mendez (Sentado só pra variar...)

E Walter "Batata" Figueiredo durante a Oficina de Web Rádio.

Lembro bem do dia em que fui informado que seria monitor da Oficina de Rádio ministrada pelo amigo Walter Figueiredo, no Cidadão do Mundo – Arte e Cultura, como parte do projeto ABC Do Som. A principio, fiquei com a ótima sensação de trabalhar com uma pessoa a qual gosto muito e admiro demais como profissional, caso do Walter. Além disso, algumas lembranças do quanto o rádio influenciou-me e fez parte de minha vida.

 

 

Desde a transmissão de jogos de futebol no final dos anos 70, até o bom e velho “Pulo Do Gato” da Radio Jovem Pan, passando pelos comunicadores do bom AM, como Claudio Zaidan que ainda hoje ouço, sempre, a presença do radio é uma constante no meu dia a dia.

 

 

Com isso em mente, fui para a primeira aula no dia 10 de fevereiro. Desconhecia, ou conhecia pouco... A parte técnica envolvida na coisa e logo de cara, saquei a importancia desses profissionais para o sucesso de uma transmissão radiofônica. Engraçado que sempre achei que algumas de minhas colunas, eram programas prontos de rádio. Tá até lembram, o BAU DE RECEITAS PARA CONTRARIAR O CORO DOS CONTENTES, aqui desse blog é um bom exemplo disso. Mas pára aí; A linguagem radiofônica é totalmente diferente e foi ótimo aprender isso tudo, junto com a turma de cursistas do primeiro módulo do projeto.

 

 

Isso...

 

 

Talvez seja isso, o maior barato que senti; Aprender junto.

 

 

Entendia eu que a função de Monitor de uma oficina, exigia de mim, estar sempre um passo a frente do que estava sendo ensinando em curso. Isso me remeteu a pesquisas, estudos e outras coisas que durante uns bons dias, tematizaram legal a minha teimosa insônia. Mas nem de longe se aproximou da prática, do executar, do exercitar-se em grupo, junto dos cursistas.

 

 

A dinamica, os exercicios de percepção sonora, o conhecimento e apropriação de ferramentas de edição, montagem e produção, o trabalho em equipe... Tudo isso me fez entender que o lance, o grande lance talvez não fosse o tal “passo a frente” mas sim, a perseverança e a crença na necessidade de acreditar que seria possível chegar a excelência do trabalho com “o passo ao lado”...

 

 

A troca de experiencias, idéias, conhecimento, compartilhar informação para ajudar na formação e assim, também ser ajudado; Acredito que isso foi o mais bacana que rolou com essa turma desse primeiro módulo.

 

 

Musicos, sóciologos, jornalistas, cientistas politicos, radialistas, comunicadores, pessoas engajadas em suas atividades, em seus coletivos, todos, trazendo uma bagagem, uma experiência e ávidos pelo compatilhamento disso tudo, de cara, me fizeram enxergar um mar de possibilidades. E também o grande desafio; Concentrar tudo isso, potencializando tudo para o sucesso da oficina.

 

 

Fiquei maravilhado com a experiencia do Walter e a inteligência para conseguir isso. Tenaz, solicito, disposto, com seu grande conhecimento na área e sua enorme boa vontade, Walter costurou isso com extrema habilidade, dando o exercio certo na hora certa, planejando a aula exata para o exato momento, dando corda para o espirito criativo que se fez presente, chamando atenção (ou puxando a corda como queiram...) para o grande objetivo do encerramento desse primeiro módulo, que seria a cobertura ao vivo do Festival Grito Rock 2009, realizado no Cidadão Do Mundo, em sua sede recém reformada...

 

 

 

A PRIMAVERADE MARÇO:

 

 

Chegou o dia: Era Sexta feira, 06 de Março de 2009...

O primeiro dia da cobertura do festival serviu de um grande aquecimento para todo o resto da jornada. Dividimos nossa turma em reporteres, editores, narradores, produtores e caimos em campo para colher audios e entrevistas com participantes, públicos e organizadores. Dessa forma, no sábado não poderia ser diferente...

 

 

Adequando-se a todas as situações, executando na prática, com raça, vontade, talento e companherismo; Assim foi feita a transmissão ao vivo da rádio, no 2º dia de festival. A novidade seria a cobertura ao vivo nos intervalos das bandas, a “invasão” no ouvido das pessoas, o desafio de faze-las nos ouvir. Começou como começa, toda invasão e que bom que é assim: “Quem são esses caras, o que eles querem?” pra depois virar; “Que rapaziada legal dessa rádio! Põ nem vou sair, vou acompanhar o intervalo aqui, ouvir as entrevistas, ta bacana...” Isso não tem preço! A satisfação do trabalho realizado, a superação de dificuldades, de obstáculos... Ver surgir de uma dessas dificuldades, a “Laje Do Rock” que acabou se tornando um estudio anexo para receber os convidados que por alí passavam, olhar para nossos rostos no Cidadão Do Mundo e ver o brilho da legria daquela noite... Muito bom!

 

 

No domingo a coisa foi da mesma forma, coma diferença cabal de que, não tinhamos mais o receio da adversidade. Sentiamos que se ela sugisse, a hora que surgisse, nós a venceriamos, a superariamos. É a hora que você sente que o conhecimento foi adiquirido, que os ensinamentos foram absorvidos e daí pra fente, só coisas boas nos esperam.

 

 

Agora começou a deliciosa fase de produção de programas para a formação da grade de programação da nossa RADIO VITROLA WEB e junto disso, a expectativa para o inicio do segundo módulo. E pensando em todas essas impressões e realizações, algo me vem à mente nesse momento:

 

 

No segundo dia do Festival Grito Rock, um cursista, Diego, me colocou o microfone na cara e tascou a pergunta: “O que é o cidadão do mundo, Marcelo?”. Hoje creio que tenho uam resposta mais simples para essa pergunta e bem mais pertinente:

 

 

“O que é o Cidadão Do Mundo, Marcelo?”

 

 

O Cidadão Do Mundo, cara... É aquele aviãozinho de ultraleve, humilde, simplezinho, encostado por aí, numa praia qualquer, que ninguém acredita que consegue voar e não consegue mesmo! Sozinho esse aviaõzinho se recusa a voar. Precisa de uma tripulação, de alguém que tope voar com ele. E a nossa única função é essa...

 

 

Convida-los para voar conosco. Se você acreditar a gente sai do chão, pra onde nós quisermos...

 

 

 

MARCELO MENDEZ



Escrito por Marcelo Mendes às 20h40
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